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Abuso infantil invadiu telas

Mais de 50 anos após o caso Araceli, especialistas alertam para avanço da exploração sexual infantil pela internet e redes sociais

Eduardo Pinheiro | 18/05/2026, 13:56 h | Atualizado em 18/05/2026, 13:56
Mundo Digital

Eduardo Pinheiro

Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.

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          Imagem ilustrativa da imagem Abuso infantil invadiu telas
Eduardo Pinheiro. |  Foto: Divulgação

Há 53 anos, o Espírito Santo foi palco de um dos crimes mais cruéis contra uma criança no Brasil. O desaparecimento, estupro e assassinato da menina Araceli Crespo marcou para sempre a história do País e deu origem ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal nº 9.970/2000 e lembrado em 18 de maio.

Mais de meio século depois, a violência persiste. Mudou apenas o endereço do agressor. Os números mostram que estamos diante de uma emergência silenciosa.

Segundo levantamento da Fundação Abrinq, o Brasil registrou 59.887 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2025. Em 2015, eram 21.122 registros. O crescimento é de aproximadamente 183% em apenas uma década. E especialistas alertam que a realidade pode ser ainda pior, já que muitos casos permanecem ocultos dentro das telas, protegidos pelo medo, pela vergonha ou pela incapacidade da vítima em compreender o que está acontecendo.

Se há 30 anos o abusador sexual podia ser associado ao estranho na praça oferecendo doces (algodão doce, balas ou picolé), hoje ele pode estar escondido atrás de uma foto falsa em redes sociais, em jogos online ou em aplicativos de mensagens instantâneas. O “presente” mudou de forma: vantagens em jogos, moedas digitais, elogios constantes, dicas para ganhar seguidores ou atenção emocional para crianças que se sentem solitárias.

O predador digital se aproveita daquilo que a internet oferece de mais perigoso: alcance ilimitado, anonimato, rapidez na aproximação e enorme capacidade de manipulação emocional.

Muitos utilizam pseudônimos e constroem falsas identidades para criar proximidade com a vítima. O processo costuma seguir etapas bem definidas: escolha da criança vulnerável, aproximação emocional, construção de confiança, sexualização gradual da conversa e, por fim, chantagens, ameaças e exploração.

O mais preocupante é que esse processo muitas vezes acontece dentro do quarto da criança, enquanto pais acreditam que o filho está apenas jogando ou conversando com amigos.

O criminoso pode estar a milhares de quilômetros de distância, mas o dano psicológico, emocional e físico é absolutamente real.

Por isso, o combate efetivo à exploração sexual infantil no ambiente digital depende menos de tecnologia e mais de presença humana. Conversar diariamente, acompanhar jogos utilizados, supervisionar redes sociais, compreender mudanças de comportamento e criar vínculos de confiança são medidas tão importantes quanto trancar a porta de casa.

Pais e responsáveis precisam entender definitivamente uma verdade desconfortável: da mesma forma que ninguém deixaria um filho sozinho em uma rua desconhecida às 23 horas, também não deveria deixá-lo completamente sozinho no ambiente digital.

A internet é a rua dos últimos 30 anos. E proteção, hoje, também significa estar presente diante das telas. Pais desconectados, filhos vulneráveis!

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A coluna Mundo Digital é uma coluna que informa e orienta sobre segurança, golpes, dados, IA e Direito Digital, conectando tecnologia aos impactos reais na vida das pessoas. Com foco educativo e preventivo, transforma temas complexos em orientações práticas e incentiva o uso ético, seguro e responsável do ambiente digital.