O alimento que salva vidas e muita gente ainda não valoriza
Tudo o que você precisa saber para uma alimentação saudável no dia a dia
Gabriela Rebello
Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.
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Enquanto muitas pessoas ainda dormem, inúmeras mães já estão acordadas. Algumas amamentando, outras tentando acalmar o bebê, lidando com noites mal dormidas, inseguranças e um turbilhão de emoções que chegam junto com a maternidade. E, em meio a tudo isso, existe um gesto silencioso que salva vidas todos os dias: a doação de leite humano.
No dia 19 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Leite Humano. Uma data que vai muito além de uma campanha de saúde. Ela nos lembra da importância da rede de apoio, da solidariedade entre mulheres e do impacto que pequenas atitudes podem ter na vida de um recém-nascido.
Muita gente não sabe, mas um único frasco de leite doado pode ajudar vários bebês internados, principalmente prematuros e recém-nascidos de baixo peso. Para esses bebês, o leite humano não é apenas alimento.
Ele funciona como proteção, cuidado e fortalecimento para um organismo ainda tão frágil.
E talvez esse seja um dos pontos mais emocionantes dessa história: o corpo de uma mulher pode nutrir não apenas o próprio filho, mas também ajudar outros bebês a terem mais chances de desenvolvimento e recuperação.
Mas, apesar da importância do aleitamento, a amamentação ainda é cercada por muitos desafios. Dor, insegurança, cansaço, dificuldade na pega, pressão emocional e excesso de informações fazem com que muitas mães se sintam frustradas ou insuficientes.
E aqui é importante dizer algo que poucas pessoas falam: amamentar nem sempre é intuitivo. Muitas vezes, é um processo que exige acolhimento, orientação e suporte.
A alimentação da mãe também faz parte desse cuidado. Uma mulher que está amamentando precisa olhar para a própria saúde. Hidratação adequada, refeições equilibradas e descanso dentro do possível ajudam o organismo a lidar melhor com essa fase tão intensa.
Mas é importante lembrar: não existe perfeição na maternidade. Existe adaptação, aprendizado e, principalmente, humanidade.
Por isso, o apoio da família, dos profissionais de saúde e da sociedade faz tanta diferença. Uma mãe que se sente acolhida vive esse processo de forma mais leve e segura. E quando falamos em doação de leite humano, falamos justamente sobre isso: apoio.
Muitas mulheres produzem leite além da necessidade do próprio bebê e nem imaginam que esse excedente pode ajudar outras famílias. Com orientação adequada dos bancos de leite, a coleta é segura, simples e pode transformar histórias.
Às vezes, aquilo que parece pouco para uma pessoa representa esperança para outra.
Neste Dia Nacional de Doação de Leite Humano, talvez a maior reflexão seja sobre o poder do cuidado coletivo.
Em um mundo tão acelerado, ainda existem gestos capazes de alimentar vidas de forma literal e emocional. Se você conhece uma mãe que está amamentando, acolha. Informe. Apoie. E se você é mãe e vive ou já viveu esse processo, saiba: seu corpo já realizou algo extraordinário. Porque nutrir vai muito além do alimento. É também um ato de amor, presença e conexão.
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Saúde não é moda, é construção diária. Nesta coluna semanal, você vai entender como alimentação, comportamento, emoções e estilo de vida impactam seu corpo e sua mente. Reflexões práticas, ciência aplicada e estratégias reais para viver com mais equilíbrio, energia e consciência.