Canetas emagrecedoras: será que o foco está no lugar certo?
Tudo o que você precisa saber para uma alimentação saudável no dia a dia
Gabriela Rebello
Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.
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Nos últimos tempos, as chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam espaço nas redes sociais, nas conversas do dia a dia e até nas buscas por soluções rápidas para perder peso. A promessa parece simples: menos fome, menos peso na balança. Mas será que emagrecer se resume a isso? Essa é uma reflexão importante, e necessária.
Emagrecer não é apenas comer menos e se exercitar mais. E, principalmente, não é só sobre o número que aparece na balança. O ponto central está na composição corporal, ou seja, na relação entre massa muscular e gordura no corpo.
A massa muscular tem um papel fundamental na nossa saúde. Ela participa do metabolismo, ajuda na regulação hormonal, melhora a sensibilidade à insulina e influencia diretamente fatores como fome, saciedade, humor e até qualidade do sono.
Quando o emagrecimento acontece sem estratégia, como no uso de medicações sem o devido acompanhamento, existe um risco significativo de perda de massa muscular. E isso traz consequências: o metabolismo pode ficar mais lento, o corpo passa a gastar menos energia e o reganho de peso se torna mais fácil.
Ou seja, o problema não é apenas emagrecer, mas como se emagrece.
Outro ponto que merece atenção é que nem sempre o peso “normal” significa saúde. Uma pessoa pode estar dentro do peso considerado adequado e, ainda assim, apresentar um alto percentual de gordura corporal. Esse cenário também está associado a um estado inflamatório crônico, semelhante ao observado em pessoas com sobrepeso ou obesidade.
Isso reforça uma ideia importante: saúde não é definida apenas pela balança.
O tratamento da obesidade, e até mesmo o processo de emagrecimento, exige estratégia, individualização e acompanhamento. Estamos lidando com um corpo complexo, com respostas hormonais, emocionais e metabólicas que vão muito além de reduzir a quantidade de comida.
E é nesse contexto que o acompanhamento nutricional se torna essencial. Ele permite não apenas a perda de peso, mas a preservação da massa muscular, a melhora do metabolismo e, principalmente, a construção de hábitos sustentáveis ao longo do tempo.
Mais do que buscar resultados rápidos, vale pensar em resultados duradouros.
Se o objetivo é envelhecer com autonomia, manter a disposição, acompanhar o crescimento dos filhos ou netos e viver com qualidade, o cuidado com a saúde precisa começar agora, e precisa ser feito com consciência.
Antes de pensar em uma caneta emagrecedora para perder alguns quilos e caber em uma roupa, talvez valha a pena fazer uma pausa e refletir: o que você realmente quer construir para o seu corpo e para a sua vida?
Cuidar da saúde vai muito além do peso. E começa nas escolhas que fazemos todos os dias.
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Saúde não é moda, é construção diária. Nesta coluna semanal, você vai entender como alimentação, comportamento, emoções e estilo de vida impactam seu corpo e sua mente. Reflexões práticas, ciência aplicada e estratégias reais para viver com mais equilíbrio, energia e consciência.