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TRIBUNA LIVRE

Cibersegurança: nunca estivemos tão vulneráveis

Especialista alerta para fragilidade das empresas brasileiras diante do avanço dos ataques digitais e do uso descontrolado de IA

Tiago Molino | 14/05/2026, 12:56 h | Atualizado em 14/05/2026, 12:56
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          Imagem ilustrativa da imagem Cibersegurança: nunca estivemos tão vulneráveis
Tiago Molino é CEO da GlobalSys. |  Foto: Divulgação

O Brasil vive hoje um paradoxo perigoso. Nunca se falou tanto em transformação digital, inteligência artificial e inovação. Ao mesmo tempo, nunca estivemos tão vulneráveis.

Dados do Cisco Cybersecurity Readiness Index 2025 mostram que apenas 5% das empresas brasileiras atingiram o nível considerado maduro de preparação em cibersegurança. Isso significa que 95% das organizações operam com algum grau de fragilidade diante de ameaças que já não são mais hipotéticas, mas reais, frequentes e cada vez mais sofisticadas.

A estagnação desse indicador em relação ao ano anterior revela algo ainda mais preocupante: não estamos evoluindo na velocidade que o risco exige. Enquanto isso, o uso da inteligência artificial avança rapidamente dentro das empresas e também nas mãos de criminosos. Hoje, 77% das organizações brasileiras já enfrentaram incidentes de segurança relacionados à IA, evidenciando que a tecnologia, embora essencial, amplia a superfície de ataque.

Outro ponto crítico é o chamado “shadow AI”, quando colaboradores utilizam ferramentas de inteligência artificial sem qualquer governança. Mais da metade das empresas admite não ter capacidade de monitorar esse uso. Na prática, isso significa dados sensíveis sendo expostos sem controle, muitas vezes sem que a liderança sequer perceba.

Somado a isso, enfrentamos uma escassez estrutural de talentos. A falta de profissionais qualificados em cibersegurança já impacta mais de 80% das empresas no país, criando um cenário em que o problema é conhecido, mas a capacidade de resposta ainda é limitada.

Diante desse contexto, a pergunta que precisa ser feita não é se sua empresa será alvo de um ataque, mas quando.

A boa notícia é que existem caminhos claros para mudar esse cenário. O primeiro deles é tratar a cibersegurança como estratégia de negócio, e não como uma questão técnica. Segurança precisa estar no centro das decisões, com envolvimento direto da alta liderança.

O segundo passo é investir em arquitetura integrada. Soluções isoladas já não são suficientes. É necessário adotar plataformas que conversem entre si, com uso intensivo de inteligência artificial para detecção e resposta em tempo real.

Outro ponto essencial é a governança do uso de IA. Empresas precisam estabelecer políticas claras, definir ferramentas autorizadas e treinar suas equipes para o uso responsável da tecnologia. Não se trata de restringir inovação, mas de garantir que ela aconteça com segurança.

Por fim, é urgente investir em formação. Isso inclui desde a capacitação interna de colaboradores até parcerias com o ecossistema de educação e tecnologia para acelerar a formação de novos profissionais.

O Brasil tem potencial para ser protagonista na economia digital, mas isso só será possível se tratarmos a segurança como base, e não como consequência.

Cibersegurança não é mais um diferencial competitivo. É uma condição de sobrevivência.

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