Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

TRIBUNA LIVRE

A “nova” criança e a escola em tempos de conexões digitais

Especialista defende uso crítico da tecnologia e reforça a importância da convivência e do pensamento crítico no ambiente escolar

Graciela Schuwartz | 11/05/2026, 14:45 h | Atualizado em 11/05/2026, 14:45
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

          Imagem ilustrativa da imagem A “nova” criança e a escola em tempos de conexões digitais
Graciela Schuwartz é coordenadora do ensino fundamental 1 da Escola Monteiro |  Foto: Divulgação

A criança que chega à escola ou cursa hoje o ensino fundamental não é a mesma do passado. Ela tem entre seis e 11 anos, nasceu e viveu sua primeira infância em um mundo profundamente atravessado pelas tecnologias digitais, pela conectividade constante e, mais recentemente, pela presença cada vez mais visível da inteligência artificial.

Não conheceu um mundo sem telas sensíveis ao toque, assistentes virtuais ou acesso instantâneo à informação. E, por mais que pais se esforcem ou tentem “blindar” o excesso de telas, seu cotidiano é permeado de interações, seja usando um tablet ou conversando com um assistente virtual por comando de voz.

A questão aqui é pontuar que essa realidade impacta diretamente não apenas no modo como essa criança aprende, mas também na forma como se relaciona e percebe o tempo e o conhecimento. Sem generalizações simplistas, alguns comportamentos são mais comumente percebidos.

Se esses novos alunos demostram grande familiaridade com interfaces digitais, também podem apresentar menor tolerância à frustração, dificuldade em sustentar a atenção por longos períodos e uma expectativa de respostas rápidas.

Na escola, esse cenário nos desafia a repensar práticas. Não se trata de competir com a tecnologia e nem de apelar para extremos: rechaçá-la ou querer fazer dela solução para dar conta da complexidade de um processo formativo, definitivamente, não são os caminhos. O que se pretende é integrá-la de forma crítica e significativa.

Destaque especialmente para a importância de desenvolver nas crianças a habilidade de filtrar informações, analisá-las criticamente e discernir o que é confiável ou não — competências que não são substituídas pela inteligência artificial, mas que se tornam ainda mais necessárias diante dela.

E, neste contexto, mais do que nunca, o papel do professor e da equipe pedagógica se fortalece como curador de informações, orientador de percursos e formador de pensamento crítico. Por isso, é essencial que essas habilidades sejam trabalhadas não apenas com os alunos, mas também com os professores e responsáveis.

Ao mesmo tempo, é urgente resgatar dimensões essenciais da experiência escolar: o convívio, o brincar, o diálogo, a construção coletiva. A “nova” criança precisa aprender a lidar com o outro, a esperar, a argumentar, a se posicionar — habilidades socioemocionais que não se desenvolvem plenamente no ambiente digital.

Não estamos diante de uma geração “melhor” ou “pior”, mas apenas diferente. E reconhecer essa diferença é o primeiro passo para construir uma educação que faça sentido e contribua na formação desse indivíduo para a vida, e não apenas para ter sucesso na prova A ou B.

A escola segue sendo um espaço insubstituível — não apesar da tecnologia, mas justamente porque, em meio a tantas conexões digitais, ela oferece aquilo que nenhuma máquina pode replicar plenamente: o encontro humano, a escuta atenta e a formação integral.

Educar, hoje, é equilibrar mundos.É preparar crianças para um futuro que muda a cada dia, sem abrir mão do que nos torna essencialmente humanos.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Tribuna Livre

Tribuna Livre, por Leitores do Jornal A Tribuna

ACESSAR Mais sobre o autor
Tribuna Livre

Tribuna Livre,por Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre