Mulher de 30 anos com câncer raro precisa de remédio que custa R$ 35 mil por mês
Medicamento não está disponível no SUS. Família pede ajuda da população para continuar tratamento
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Uma ex-funcionária de uma fábrica de sorvetes, Kelline Santana, de 30 anos de idade, sofre de um câncer raro há cerca de 3 anos. A família não tem como comprar o remédio que ameniza suas dores e é importante para o tratamento dela. Cada caixa do medicamento custa em torno de R$ 35 mil, e é suficiente para apenas um mês.
Kelline enfrenta um câncer muito raro e de nome complicado: miofibroblastico. O tumor inflamatório provocou a perda quase completa da voz dela. A doença só foi diagnosticada há cerca de 6 meses, depois vários exames feitos em Pernambuco e em São Paulo, de onde veio o resultado da biópsia.
O primo de Kelline, Valmir Peixoto, explicou a repórter Luciana Queiróz, da TV Tribuna, que ela começou com um problema no esôfago, que chegou a ficar obstruído por conta do tumor, fazendo com que ela hoje se alimente através de uma sonda. Com o tratamento feito no Hospital das Clínicas, o inchaço no pescoço diminuiu.
REMÉDIO MUITO CARO
Depois da internação hospitalar veio a prescrição de 4 comprimidos por dia de uma medicação muito específica. O remédio aliviou o inchaço e as dores que ela sentia e, segundo Valmir, depois de dois dias de tratamento com a medicação, já foi percebido uma redução do tumor.
O drama da família agora é conseguir comprar o medicamento. Uma caixa do Cloridrato de Alectinibe custa cerca de R$ 35 mil e ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Kelline conseguiu algumas caixas para início do tratamento através de doação dos médicos do Hospital das Clínicas. A família agora espera uma decisão judicial para que o Estado pague todas as despesas com o tratamento da paciente.
A produção de jornalismo da TV Tribuna entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, que respondeu afirmando que o Cloridrato de Alectinibe não consta na lista de remédios fornecidos pelo SUSE, portanto, não é oferecido regularmente pela Farmácia do Estado. Sobre a ação judicial movida pela família para obrigar o Estado a forncer o medicamento, a Secretaria informou que ainda não foi notificada.
APELO POR SOLIDARIEDADE
Enquanto a resposta da Justiça não chega, Kelline precisa continuar o tratamento, tomando remédios todos os dias. E para isso precisa de ajuda. Além dos remédios, ela também precisa de alimentos especiais.
O primo Valmir Peixoto, explica que a alimentação dela é toda líquida, como leite Nutren, um suplemento alimentar vitamínico, além de frutas, legumes e verduras que são passados no liquidificador. A família aceita doação desses alimentos, além de dinheiro para ajudar na compra do medicamento.
Quem quiser ajudar Kelline pode entrar em contato com a família através do telefone (81) 9 8641 8619, que também é a chave do Pix.
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