Sicredi vai abrir mais cinco agências no Espírito Santo
Cachoeiro, Ibiraçu, Santa Leopoldina, Dores do Rio Preto e Divino de São Lourenço são os municípios escolhidos
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Mais cinco municípios do Espírito Santo vão receber agências do Sicredi neste ano. É o que revelou na última segunda-feira (11) a gerente de Comunicação e Marketing da central Sicredi Sul/Sudeste, Anna Quadros, em visita à Rede Tribuna.
Com a expansão, a cooperativa financeira expande para 80% a cobertura territorial no Estado. Os municípios já estão definidos: Dores do Rio Preto, Ibiraçu, Santa Leopoldina, Divino de São Lourenço e Cachoeiro de Itapemirim. Agências em Atílio Vivácqua e São Roque do Canaã foram entregues no início do ano.
A marca planeja crescer, em participação de mercado, cerca de 15% ao longo de 2026. “Principalmente de espaços que ainda não são ocupados pelo cooperativismo. E o Espírito Santo já é um Estado onde o cooperativismo é muito forte. A gente foi muito bem recebido aqui por isso”, comenta Anna.
Estratégia que vai na contramão da adotada pelos bancos e instituições financeiras digitais — que têm como formato a ausência do espaço presencial para os clientes —, ter espaços físicos é considerado essencial para a cooperativa, comenta a gerente.
A proximidade com os clientes e com as necessidades internas das comunidades é um dos diferenciais competitivos que é transformado em resultados.
“É o relacionamento, falar com o gerente, saber oportunidades, uma orientação do que eu posso fazer para melhorar a minha empresa. Então eles se identificam muito facilmente com o nosso modelo de negócio”, comenta.
Como exemplo da relação com a comunidade, Anna cita a atuação no Rio Grande do Sul durante as fortes chuvas de 2024, que inundaram grande parte do estado. A cooperativa foi a única a reabrir 100% das agências após as inundações.
“Nos mobilizamos intensamente para ajudar a comunidade. Está na nossa essência isso”, diz.
No Espírito Santo, cinco cooperativas Sicredi estão presentes: Sicredi União RS/ES, Sicredi Aliança RS/SC/ES, Sicredi Essência, Sicredi Serrana e Sicredi Interestados RS ES.
Juntas, elas representam 157 mil associados, tendo crescido 48% entre 2024 e 2025, com o foco na interiorização.
Defesa da educação financeira
O modelo de cooperativismo, com a ausência de um “dono” centralizador, mas sim um mecanismo em que os associados possuem participação ativa nas decisões e nos resultados da empresa, possibilitam à marca atuar em questões que vão para além do “pensar só em grana”: como a educação financeira de fato.
Esse funcionamento é deixado bem claro pela gerente de Comunicação e Marketing da central Sicredi Sul/Sudeste, Anna Quadros, que reforça ser assim que eles agem mesmo: “Parece algo fantasioso, mas não é. Funciona de verdade assim”, pontua.
Educar financeiramente os clientes, de forma a evitar o endividamento e permitir a gestão consciente do dinheiro, está dentro da estrutura da cooperativa.
“Que instituição financeira tem uma assembleia em que você pode votar online, da sua casa? E que te devolve dinheiro se tu usar bastante. Isso parece ser meio surreal, porque a gente vem de um modelo onde a gente está acostumado que as instituições financeiras peguem o nosso dinheiro”, afirma.
Anna pontua que clientes da cooperativa ganham “sobras”, que são o retorno de parte do dinheiro investido, além de a “taxa” para abetura de conta ser revertida em investimento: ou seja, ela fica guardada rendendo 100% da Selic, podendo ser retirada depois.
O grande desafio, para ela, é comunicar o diferencial do modelo cooperativista para os clientes.
“A mistura disso com o relacionamento próximo está desmistificando um mercado, principalmente para os PJs médio e pequenos, de que existe um modelo diferente do que a gente está acostumado”, diz.
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