“Meu filho foi a melhor notícia da minha vida”, diz gerente de marketing
Seis meses após uma perda gestacional, Viviane Albani lembra a felicidade que sentiu ao descobrir que estava esperando Gabriel, hoje com 13 anos
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Muito mais do que casar, o maior sonho da gerente de marketing da Nazca Construtora, Viviane Albani, 45 anos, era se tornar mãe. “O casamento, na época acabou vindo no pacote, e depois até acabei me separando. Mas meu filho sempre foi um grande sonho”, conta.
Mas antes de realizá-lo, Viviane acabou vivendo uma perda gestacional.
“Foi muito difícil, porque era uma gravidez muito desejada. Nós contamos para a família logo no início, festejamos muito, mas perdi o bebê com cerca de quatro meses. Foi um dos momentos mais tristes da minha vida”.
Até que, seis meses depois, o arco-íris Gabriel, que hoje tem 13 anos, iluminou o céu de Viviane. Ela conta que não estava esperando conseguir engravidar tão rápido depois do que passou.
“Comecei a sentir uma dor e achei que era algum problema no meu estômago. Fui para o pronto-socorro e pronto: descobri que estava grávida de novo”, lembra.
Ela diz que é até difícil escrever o tamanho da felicidade que sentiu. “É um sentimento inexplicável. O meu filho foi a melhor notícia que já recebi em toda a minha vida”.
Viviane conta que vive intensamente todas as fases da maternidade e que o vínculo entre os dois sempre foi muito forte.
“Tenho o cuidado de aproveitar cada fase que vivemos juntos. Gravidez, parto, pós-parto e amamentação... são os momentos mais felizes que já vivi”.
Hoje, ela define Gabriel como a sua maior realização. “Mesmo tendo uma carreira profissional pela frente e sempre trabalhando muito, foi como se eu tivesse me completado. Tudo o que eu faço penso primeiro nele”.
A gerente de marketing diz que a maternidade também transformou sua forma de trabalhar e enxergar a vida.
“A gente aprende a ser multitarefa. Aprende a lidar com casa, filho, trabalho e todos os desafios ao mesmo tempo. Cresci muito como profissional depois que me tornei mãe”.
Características
Apesar das diferenças comuns de personalidade – ela mais agitada e ele mais tranquilo –, Viviane já consegue perceber no filho muitas características suas.
“Eu sempre fui muito cuidadosa com as pessoas e vejo isso nele. Todos os dias ele pergunta como foi o meu trabalho, assim como eu sempre perguntei como foi o dia dele. Acho que ele aprendeu isso pelo meu exemplo”.
“Busco ser o melhor exemplo”
Com o nascimento do Davi, de 12 anos, a vida da diretora da agência Conteúdo Gestão de Ideias, Neide Vinco, 45 anos, ganhou um novo propósito. “A minha vida mudou completamente. Hoje, sei que ele se espelha em mim, por isso busco ser o melhor exemplo todos os dias”, ressalta.
Neide diz que os dois se tornaram grandes parceiros, principalmente após ter vivido um divórcio quando ele tinha 7 anos. “Ele me mostrou um amor incondicional que eu nunca tinha conhecido antes. É algo espiritual e muito forte”.
Coragem e parceria
Para a gerente de Comunicação da Aegea Saneamento Espírito Santo, Ana Paula Garcia, a maternidade lhe trouxe mais coragem.
“A minha vida deixou de ser apenas sobre mim. Tudo o que faço, todos os esforços, vitórias e desafios carregam também o propósito de cuidar, construir e abrir caminhos para minha filha”.
Ana Paula é mãe de Izabela Paula Barros de Freitas, de 19 anos, e diz com alegria que elas construíram uma relação de parceria.
“Gostamos muito de sair juntas para conversar. Acho que somos parecidas principalmente na nossa régua de valores, e vejo nela características que considero muito importantes”.
“Maternidade vai além de gerar”
A publicitária do Siccob Espírito Santo, Samantha Valladão, 46 anos, diz que entendeu que a maternidade é muito mais do que gerar. Ela, que já era mãe do Kalani, de 12 anos, adotou há pouco mais de um ano o seu sobrinho André Luiz, de 14 anos. “Sempre quis ser mãe, mas depois do Kalani, tive um câncer no útero e não posso mais engravidar. Tinha o desejo de adotar e o André surgiu na minha vida como uma grata surpresa”.
Para ela, ser mãe mudou até mesmo a sua vida profissional. “Hoje eu sou mais compreensiva e acolhedora com as pessoas ao meu redor. Deixei de só pensar em trabalho e passei a valorizar e priorizar os momentos de qualidade em família”.
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