“Venci 10 anos de infertilidade com a minha fé”, diz psicanalista
Juliana Botelho conta que passou 10 anos tentando engravidar e ouviu dos médicos que as chances eram improváveis por conta de uma obstrução tubária
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Depois de uma década convivendo com diagnósticos negativos e a dor da infertilidade, a psicanalista Juliana Botelho, 42, viu o sonho de ser mãe se realizar de forma inesperada.
Casada há 16 anos, ela conta que passou 10 anos tentando engravidar e ouviu dos médicos que as chances eram improváveis por conta de uma obstrução tubária.
“Vivi dores emocionais que não sou capaz de traduzir em palavras. Via as pessoas ao meu redor construindo suas famílias enquanto eu lidava com a impossibilidade”.
Juliana afirma que a mudança começou após um processo de fortalecimento espiritual. “Eu tive um encontro muito forte com Deus e, a partir disso, minha vida começou a mudar”.
Mesmo diante das negativas médicas, ela engravidou naturalmente de dois filhos: Gabriel, de 6 anos, e Davi, de 2.
“Hoje eu entendo o propósito, porque tudo que eu passei me fortaleceu para que eu me tornasse uma mãe melhor. Eu venci 10 anos de infertilidade com a minha fé”.
Ela conta que, ao descobrir a primeira gravidez, sentiu uma alegria imensa vendo seu sonho se realizar.
“Eu senti que uma nova estação finalmente tinha chegado para a minha vida. Os meus filhos são frutos de um verdadeiro milagre”.
E com a chegada dos filhos, Juliana mudou até mesmo o rumo de sua vida profissional. Ela, que trabalhava com marketing no mercado imobiliário, se tornou psicanalista.
“Foi primeiro um processo pessoal, porque busquei a psicanálise para me entender. Mas depois entendi que precisava trilhar um novo caminho, então transformei isso em uma profissão”.
Hoje, ela conta que atende mulheres que passam pelo mesmo desafio que ela viveu.
“Minha história acabou se tornando também uma ferramenta para acolher e ajudar outras mulheres que sofrem o que eu sofri”.
Juliana diz que se sente realizada com sua família e que seus filhos são sua prioridade. Para ela, o melhor que pode deixar para os dois são valores.
“Mais do que deixar patrimônio ou bens materiais, eu quero ensinar aquilo que não se vê: amor, fé, paciência e valores humanos. Quero deixar para eles um legado emocional e espiritual que vai guiá-los para sempre”.
Tempo de qualidade
A prefeita de Vitória, Cris Samorini, é mãe de Rodrigo Samorini, de 17 anos. Ela conta que, mesmo com a rotina corrida, prioriza ter momentos de qualidade com seu filho.
“Eu faço questão de acompanhar de perto tudo o que envolve a vida dele. Mesmo na correria do dia a dia, quando estou com ele, busco ter qualidade no tempo que passamos juntos”.
Cris diz que os dois são diferentes, mas se completam. Enquanto ela é agitada, ele é mais calmo e tranquilo.
“Ele sempre me diz: 'mamãe, você tem seu tempo e eu tenho o meu'. Mas vejo que esse jeito sereno dele me traz equilíbrio e conforto na rotina”, destaca.
A prefeita ressalta que o valor que mais se preocupa em transmitir para ele é o respeito. “Quero que ele entenda que todos são importantes”.
Vida adulta
A diretora comercial da Rede Tribuna, Lenise Loureiro, diz que a maternidade lhe mostrou a exata dimensão da vida adulta.
Mãe de Henrique Loureiro Nasser Rezende, de 29 anos, ela conta que após o nascimento do filho passou a entender sua mãe.
“Acho que foi nesse momento que percebi minhas raízes ao entender melhor o amor da minha mãe. Só se compreende exatamente esse amor gigante sendo mãe”.
Henrique mora na Flórida, nos Estados Unidos, e o que eles mais gostam de fazer juntos é viajar. Lenise completa dizendo que tem muito orgulho do filho.
“Faço questão de transmitir que a verdade, o trabalho, as amizades e a gentileza são pilares para uma vida de paz e felicidade. Enxergo-o como uma pessoa com esses valores”.
"Tenho orgulho da mulher que estou criando"
Mais do que mãe e filha, amigas. É assim que a gerente de marketing da Galwan Construtora, Lize Barros, 45 anos, descreve a relação com a filha, Liz, de 17 anos.
Lize conta que as duas têm uma relação muito próxima e marcada pela parceria. “Hoje, vejo que nós duas somos muito parecidas. Conversamos muito e somos companheiras”.
Segundo ela, a filha é muito amorosa e generosa, valores que acredita ter transmitido ao longo da criação. “Tenho muito orgulho da mulher que estou criando para o mundo. Ela é maravilhosa, muito aberta ao diálogo e nos surpreende todos os dias”.
A maternidade sempre foi um sonho para Lize. Ela afirma que a chegada da filha trouxe alegria, mas também transformou completamente sua rotina.
“Sempre trabalhei fora e meu marido passa a semana inteira viajando, então precisei criar um novo perfil de mãe para conseguir suprir as necessidades dela, dar atenção e, ao mesmo tempo, manter minha vida profissional”, explica.
Liz também apresentou novos mundos para a mãe. “Com ela comecei a viver experiências diferentes e a ir a lugares que antes não faziam parte do meu perfil, como shows de rock, que ela gosta. Ela me apresentou um novo estilo de vida”, conta Lize.
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