Histórias de mães inspiradoras
Mulheres contam que buscaram estabilidade financeira e até ficaram mais pacientes após a maternidade
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Ser mãe pode ter significados diferentes para cada mulher. Mas, em todas as histórias, há algo em comum: a capacidade de inspirar através da força, da coragem, do amor e da dedicação.
Em comemoração ao Dia das Mães, A Tribuna reuniu histórias de mulheres capixabas que encontraram na maternidade transformação, propósito e novos caminhos para a vida.
A psicóloga e terapeuta familiar Naira Araújo explica que a maternidade tem o poder de transformar mulheres ao tirá-las de um lugar de receber cuidado para uma posição de cuidar.
“Esse processo parece simples, mas muda muita coisa. Porque coloca essas mulheres em uma nova posição, mudando até mesmo a identidade delas”, ressalta.
Nesse processo, ao se tornar mãe, é comum que a mulher redefina suas prioridades.
“Muitas coisas que antes pareciam importantes deixam de ser, porque a atenção passa a ter foco no bem-estar do filho, que é algo realmente necessário naquele momento”, acrescenta Naira.
E algumas mulheres entendem tudo isso ainda bem jovens. Esse foi o caso da head comercial da Javé Construtora, Natália Farias, 37 anos, que foi mãe aos 19.
Ela conta que ser mãe sempre foi um sonho e a descoberta da gravidez foi uma virada de chave na sua vida.
“Eu estava ainda na faculdade e precisei amadurecer muito mais rápido. Passei a correr atrás das coisas, buscar formação, estabilidade e crescimento profissional”.
Por isso, ela diz que Willian, seu primogênito que hoje tem 17 anos, foi um grande responsável pelo seu sucesso profissional.
“Todos os dias eu acordava disposta a buscar algo melhor pensando nele. A maternidade me impulsionou profissionalmente”.
Hoje, ela também é mãe da pequena Eloah, de 5 anos. Natália diz que a relação dos irmãos é muito próxima.
“O sonho do Willian sempre foi ter uma irmã, então quando a Eloah nasceu foi uma realização para ele. Fico muito feliz de ver o quanto eles se amam”.
Natália diz que ser mãe é uma grande responsabilidade, por isso ela se esforça para ser o melhor exemplo para os dois todos os dias.
“A Eloah, por exemplo, já fala que quer trabalhar onde eu trabalho. Procuro melhorar meu comportamento, meu empenho e minhas atitudes pensando neles, porque sei que sou o maior exemplo que eles têm”.
Para ela, a maternidade é um privilégio. “É como cuidar do futuro de uma geração. Tudo o que eu planto hoje neles vai frutificar amanhã. Sou realizada pelos filhos que Deus me deu”, comemora.
"Meu filho trouxe calmaria"
Enquanto educam, as mães também aprendem com os filhos. Esse é o caso da gerente de marketing da Unimed Sul Capixaba, Cassiane Altoé Dardengo, 44.
Ela conta que o Miguel, de 8 anos, lhe ensinou a ser uma pessoa mais paciente.
“Eu costumava ser muito agitada e impaciente. Quando meu filho nasceu, ele trouxe uma calmaria que eu ainda nem sabia que precisava”. A maternidade também a deixou mais empática.
“Passei a compreender melhor o outro e respeitar os sentimentos das pessoas”.
Cassiane diz que uma de suas prioridades é ensinar seu filho a ser respeitoso, principalmente com outras mulheres.
“Eu ensino muito sobre respeito, gentileza e cuidado com as mulheres. Ele, por exemplo, faz questão de abrir e fechar a porta do carro para mim”.
“Somos parceiros”
A primeira-dama do Espírito Santo, Vivian Coser, mãe do Arthur, de 11 anos, diz que passou a entender as exigências que sua mãe fazia após o nascimento do seu filho.
“Minha mãe sempre foi muito rigorosa comigo, extremamente organizada e responsável. Eu comecei a entender tudo quando o Arthur nasceu e hoje tento reproduzir com ele muitos dos ensinamentos que recebi dela”.
A maternidade era um sonho, mas ela quis cumprir outros objetivos antes. Depois de se formar, fazer um mestrado e se consolidar profissionalmente como arquiteta, ela sentiu que estava pronta para dar esse passo.
“Acho que ele nasceu no momento em que eu estava mais preparada para lidar com a responsabilidade que é criar uma criança”.
Assim, Arthur se tornou o primeiro neto homem de uma família cheia de mulheres. Vivian diz que com ele aprendeu sobre o amor verdadeiro.
“É uma entrega completa, sem esperar nada em troca. Hoje somos parceiros e isso me faz muito feliz”.
Mudança na carreira
A surpresa da descoberta de uma gravidez acabou apresentando à chefe da Comunicação da Prefeitura de Domingos Martins, Denise Targueta, 36 anos, o que ela define como “amor verdadeiro”.
“Confesso que eu levei um susto no início. Mas quando o Francisco, meu primeiro filho, nasceu, descobri um amor que eu nunca tinha sentido antes. Foi como se tudo passasse a fazer sentido”.
A maternidade também mudou os rumos da carreira de Denise. Depois da gravidez, ela decidiu voltar para a universidade em busca de uma rotina mais estável. “Eu trabalhava de forma autônoma e tinha uma rotina m imprevisível. Depois do Francisco, comecei a buscar estabilidade para conseguir me planejar e estar mais presente. Foi aí que voltei a estudar e me formei em Publicidade. Se hoje tenho esse cargo na prefeitura, foi porque me tornei mãe”.
Hoje, além de Francisco, de 8 anos, Denise também é mãe de Celeste, de 1 ano e 4 meses. Ela conta que se emociona ao ver a relação próxima entre os irmãos.
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