Restauro do fontispício do Convento São Francisco é inaugurado em Vitória
Solenidade reuniu autoridades e destacou a preservação da história, da fé e do patrimônio cultural do Espírito Santo
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Foi inaugurado nesta sexta-feira (08) o restauro do fontispício do Convento São Francisco, local onde atualmente funciona a Cúria Metropolitana de Vitória.
O trabalho de restauro do edifício, construído a partir de 1951, preserva a história, a beleza e a identidade deste patrimônio, que faz parte da memória religiosa, cultural e arquitetônica do povo capixaba.
Durante a solenidade, a bibliotecária Giovanna Valfré recordou a importância histórica do espaço. Ela destacou que preservar o antigo convento é também preservar a memória da cidade, a religiosidade do povo capixaba e a própria formação cultural do Espírito Santo.
“Por séculos o Convento viu a cidade crescer e se transformar. Mesmo diante de tantas mudanças, continua sendo presença imponente na paisagem da Cidade Alta e símbolo da memória, da fé e da identidade do povo capixaba”, destacou.
A bibliotecária relembrou também que o antigo Convento São Francisco foi o primeiro convento franciscano da antiga Província da Imaculada Conceição no Brasil e que, ao longo dos séculos, acolheu frades, crianças órfãs, instituições religiosas e importantes serviços da Arquidiocese de Vitória.
A prefeita de Vitória, Cris Samorini, destacou que o restauro é importante para reconectar a população com a história e a identidade do centro da cidade. “Para muitos parece uma simples pintura, mas quem trabalha com patrimônio histórico sabe o valor e o desafio que é um restauro. É um trabalho de resgate da nossa história, da cultura, dos valores religiosos e da conexão das pessoas com o centro da cidade”, afirmou.
O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, reforçou o compromisso do poder público com a preservação do patrimônio histórico. “Esse restauro é um investimento na memória e na identidade do Estado e da cidade de Vitória. É um presente para os moradores da capital e para todo o povo capixaba”, declarou.
O arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, destacou que o restauro vai além da recuperação física da fachada, sendo também um gesto de cuidado com a história, a fé e a memória coletiva. “Não é uma simples pintura. É desvelar um mistério de uma história tão bela que o tempo vai escondendo e que, periodicamente, precisamos mostrar de novo. Restaurar é resgatar a originalidade e manter viva a chama da nossa história de fé”, destacou, arcebispo de Vitória.
Dom Ângelo também agradeceu às instituições públicas e privadas que colaboram com a preservação dos espaços históricos e religiosos da Arquidiocese, reforçando a importância de manter viva a herança cultural, espiritual e arquitetônica construída ao longo dos séculos.
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