Fluminense sobe o morro e encara o Bolívar na altitude
Pressionado no Grupo C, Tricolor visita o Bolívar em La Paz e busca reação fora de casa para seguir vivo na Libertadores
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O Fluminense encara um desafio na altitude boliviana hoje, quando visita o Bolívar, às 19h, no estádio Hernando Siles, em La Paz, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Em um dos cenários mais desafiadores do continente, a 3.650 metros acima do nível do mar, o time carioca busca sua primeira vitória para acirrar a disputa no Grupo C, que também conta com Deportivo La Guaira, da Venezuela, e Independiente Rivadavia, da Argentina.
Para minimizar os efeitos da altitude, a delegação tricolor adotou uma estratégia logística específica e chegará a La Paz apenas no dia da partida, evitando desgaste prévio. A condição geográfica costuma ser determinante nos jogos do Bolívar como mandante e exige atenção redobrada do elenco comandado por Luís Zubeldía.
O Fluminense chega mais confiante após vencer a Chapecoense por 2 a 1 no Brasileirão e ampliar sua sequência invicta para três jogos, com duas vitórias e um empate. Apesar do bom momento recente, a situação na Libertadores ainda preocupa: soma apenas um ponto, ocupa a terceira posição do grupo e precisa de um resultado positivo para se recolocar na briga por uma vaga no mata-mata.
Por isso, a comissão técnica vê o confronto como decisivo para mudar o rumo na competição e transformar o bom momento recente em reação continental. Um triunfo fora de casa pode equilibrar a disputa no Grupo C e aliviar a pressão. O Bolívar, por sua vez, também soma um ponto e aparece na lanterna pelos critérios de desempate, o que reforça o peso direto do duelo.
O técnico Luís Zubeldía deve escalar o Fluminense com força máxima para o duelo que promete ser um “divisor de águas” na Libertadores. O comandante projetou o confronto na altitude e destacou o que pode fazer a diferença.
“É um contexto diferente. Há sempre algumas dicas, como controlar a bola, não correr além da conta, chutes ao gol de média distância, mas a altitude sempre causa impacto. É normal sentir a altitude, mas o importante é que alguns atletas já tiveram essa experiência para não agravar a situação e conviver da melhor maneira”.
O meia Ganso não está lesionado, mas não viajou com o restante do elenco por orientação médica, já que tratou uma miocardite no ano passado. Os volantes Martinelli e Nonato, o também meia Lucho Acosta e os atacantes Matheus Reis e Germán Cano estão no departamento médico e aumentam a lista de desfalques.
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