Espírito Santo já tem mais de 1.400 casos de covid só este ano
Com a proximidade do inverno, médicos alertam também para o aumento de doenças respiratórias como rinovírus e influenza
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O Espírito Santo já registrou este ano, até a semana epidemiológica 14 (11 de abril), 1.404 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19, com 12 mortes notificadas no período.
A maioria desses casos ocorreu entre adultos de 18 a 59 anos e idosos com 60 anos ou mais, segundo informações do último Informe Epidemiológico da Vigilância de Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
No panorama geral, de outras amostras positivas para vírus respiratórios, quase metade (47,69%) eram apenas de rinovírus, além de outros vírus, como influenza, adenovírus e vírus sincicial respiratório. E com a proximidade do inverno, as doenças respiratórias tendem a aumentar, segundo médicos.
“Primeiro, se a pessoa está gripada, ela deve usar máscara. Se ela sente que não está bem e está com um quadro viral, deve procurar uma unidade de saúde para ser avaliada e tem de usar máscara e lavar mais as mãos”, recomenda a pneumologista Ciléa Victória Martins.
Como forma de se proteger, a médica recomenda boa alimentação, com frutas e hortaliças, além de boa hidratação e atividade física. Outra orientação da especialista é manter a casa ventilada.
“As pessoas têm mania de fechar a janela quando chega o frio, mas as janelas têm de ser abertas, por mais poluição que tenhamos, o oxigênio tem de entrar, é preciso haver circulação do ar. Também é importante sempre manter o cartão de vacina em dia, e para quem tem quadros de risco, deve-se avaliar com seu médico se é preciso fazer a vacina para pneumonia, as pneumocócicas”, orienta Ciléa.
Carolina Strauss, pneumologista e alergista pediátrica, alerta para os sinais de gravidade que os quadros gripais podem apresentar durante sua evolução.
“A síndrome gripal é quando a pessoa tem sintomas de resfriado, como febre alta, coriza e tosse, sem gravidade. Já a síndrome respiratória aguda grave é quando há a presença desses sintomas, que começaram há menos de 10 dias, e há também algum sinal de gravidade, como falta de ar e respiração rápida”.
Nesses quadros, a médica alerta que se deve procurar atendimento médico urgente, já que as faixas etárias de maior risco são os extremos, como crianças menores de dois anos e idosos. “Por isso, a vacinação é prioridade nesses grupos”.
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