Trump diz que vai aplicar tarifas de 50% a países que venderem armas ao Irã
Horas antes, ele usou a rede social para comemorar o cessar-fogo anunciado. "Grande dia para a paz mundial", afirmou
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (8) que vai taxar países que fornecerem armas para o Irã.
Taxação será de 50% em todos os produtos vendidos pelos Estados Unidos ao país que fornecer as armas, disse Trump em publicação na rede social Truth. Horas antes, ele usou a rede social para comemorar o cessar-fogo anunciado. "Grande dia para a paz mundial", afirmou.
"Um país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!" - Donald Trump, em publicação na Truth Social
Rússia é um dos principais fornecedores de suprimentos militares ao Irã hoje, segundo a Associação de Controle de Armas. Coreia do Norte e China também são países listados como "assistentes" do poder bélico iraniano pela associação. O Observatório da Complexidade Econômica, plataforma que detalha dados de comércio global, também aponta a Turquia como um dos maiores exportadores de armas para o país desde 2024.
Apesar do anúncio de paz, o Irã informou que foi atacado na manhã de hoje. Segundo a Companhia Nacional Iraniana de Refino e Distribuição de Petróleo, instalações da refinaria na ilha de Lavan foram atingidas às 10h no horário local (3h30, no horário de Brasília). O Kuwait também relatou que abateu drones iranianos que atingiriam o seu país.
Não há registro de feridos, mas vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça no local do suposto ataque. A ilha de Lavan fica a pouco mais de 13 quilômetros do continente.
Já segundo o Ministério da Defesa do Kuwait, 28 drones foram interceptados desde a manhã de hoje. "Um grande número desses drones hostis" foi abatido, disse o porta-voz do ministério.
Alguns dos drones teriam furado o esquema de segurança e atingido infraestruturas civis no sul do Kuwait. A Defesa informou que "dano material significativo" foi registrado em usinas de energia e de dessalinização de água.
No Líbano, alvo de Israel desde o começo de março, os ataques também continuam. Netanyahu confirmou que pararia de atacar o Irã, mas disse que seguiria com a ofensiva no Líbano.
CESSAR-FOGO FOI ANUNCIADO NESTA TERÇA-FEIRA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social
A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas. O primeiro-ministro solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.
O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com 10 pontos do país persa "enfatiza questões fundamentais", como a "passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã".
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país aceita a trégua, mas impôs condições. Ele pediu que os ataques contra o território iraniano fossem interrompidos. O país ordenou, ainda, a cobrança de taxas de embarcações que transitarem pelo Estreito de Hormuz por parte de Irã e de Omã. Se confirmada, a cobrança seria inédita, já que a região sempre foi tratada como uma via internacional livre.
Do lado de Israel, a adesão ao cessar-fogo também veio acompanhada de ressalvas. Segundo as autoridades israelenses, os Estados Unidos coordenaram previamente os termos do compromisso com o governo de Benjamin Netanyahu. A expectativa é que, nas próximas negociações, Washington mantenha exigências duras contra o Irã, incluindo o fim do programa nuclear e de mísseis balísticos.
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