Amigdalites
Crônicas e dicas do doutor João Evangelista, que compartilha sua grande experiência na área médica
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Amígdalas são gânglios linfáticos localizados na parte posterior da boca e superior da garganta. Sua função principal é detectar e eliminar microrganismos que entram através da boca, prevenindo infecções. Anatomicamente, encontram-se localizadas nas paredes laterais da faringe. As amígdalas encarregam-se de vigiar essa porta de entrada, sendo as guardiãs defensivas do nosso mundo interior contra os agentes externos.
Durante minha infância e adolescência, padeci com faringoamigdalite aguda, processo inflamatório acompanhado de dor de garganta, febre, dificuldade em engolir e sensação de mal-estar geral.
Fazendo parte do sistema imunitário, as amigdalas têm como função captar bactérias e vírus, impedindo que eles provoquem doenças. Devido a esta função de filtro, elas são especialmente vulneráveis à infecção e à inflamação. Quando isto ocorre, o tecido incha, como resposta natural do organismo, originando os sintomas característicos da doença.
Com a chegada da puberdade, a função imunológica das amígdalas diminui, o que explica que os adultos tenham menos episódios de amigdalite do que as crianças.
Os sintomas surgem geralmente de forma súbita e, na maioria dos casos, duram até quatro dias. Nem sempre é possível distinguir com segurança se a causa é viral ou bacteriana, apenas pela clínica, uma vez que os sintomas tendem a sobrepor-se.
Estes microrganismos são contagiosos e transmitem-se facilmente ao tossir, espirrar, falar, partilhar alimentos ou tocar em superfícies contaminadas.
Infeções virais são a causa mais frequente, especialmente em crianças pequenas, sendo acompanhadas de tosse, congestão nasal, febrícula ou dores musculares. Entre os vírus mais comuns, incluem-se os adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório.
Menos frequentes, as infecções bacterianas costumam ter um início mais brusco, com febre alta, dor intensa e placas nas amígdalas.
Amigdalite é classificada de acordo com a frequência e duração dos episódios. Reconhecer o tipo é importante para orientar o tratamento adequado.
Amigdalite aguda é a forma mais comum. Dura menos de uma semana e costuma surgir de forma súbita. O quadro pode ser causado por vírus ou bactérias, como o Streptococcus pyogenes. Seus sintomas incluem dor de garganta, febre, dificuldade em engolir, amígdalas inflamadas e, em alguns casos, vômitos.
Caracterizada por inflamação persistente, a amigdalite crônica pode causar desconforto contínuo, infeções repetidas ou apneia do sono.
Apesar de ter sofrido tanto, vítima de amigdalite bacteriana, sabedora que as tonsilas palatinas são órgãos de defesa do corpo, meus pais nunca permitiram que eu fosse submetido a uma amigdalectomia.
Informado que o consumo de sorvete é altamente recomendado após a retirada das amigdalas, pois o frio ajuda a aliviar a dor, reduzir o edema e diminuir o risco de sangramentos por vasoconstrição, eu chorava, pedindo para ser operado.
Felicidade é o sentimento contente da inocência.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.