Um fármaco chamado esperança
Crônicas e dicas do doutor João Evangelista, que compartilha sua grande experiência na área médica
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Neurotransmissores são substâncias químicas liberadas pelo cérebro, com funções específicas e que exercem um trabalho especial na comunicação entre as células nervosas.
Endorfina é o analgésico natural do organismo. Conhecida por seu efeito euforizante, ela é capaz de gerar sensações de alegria e disposição, semelhantes às produzidas pelas drogas opiáceas, como a morfina.
Serotonina, conhecida como hormônio da satisfação, é a substância que torna a vida positiva, sendo responsável pela troca de sinais entre os neurônios, propiciando sentimentos de prazer e bem-estar. Suas principais funções incluem a regulação das emoções, do sono, do humor, do apetite e até mesmo da libido. Aumenta a sensação de vitalidade e disposição.
Dopamina é quem promove a motivação no dia a dia. Trata-se de um neurotransmissor que atua no sistema nervoso central e influencia o humor, as emoções e a atenção. Oxitocina é chamada de hormônio do amor. Na mulher, é produzida na gestação e no parto.
É responsável pela sensação de confiança que auxilia na criação de laços, promovendo sentimentos afetivos, união social e bem-estar. É o hormônio das relações saudáveis, da sensação de paz e segurança.
Adubada pela esperança, essas substâncias têm especial importância no contexto da saúde. Por outro lado, a dor, a incerteza e o medo gerenciam a experiência da doença.
Entretanto, deve-se ter cuidado com a repetição inocente de que é preciso ter esperança, de que a esperança é a última a morrer, de que o ser humano é aquele que espera, de que Deus não nos abandona e outras sabedorias do gênero. Esperança não é um automatismo. Ela precisa de razões impulsionadoras, de ser alimentada e de pernas para andar.
Sendo algo positivo, voltado para o futuro e para as oportunidades, a esperança é uma forma de sentir, pensar e influenciar o próprio comportamento. Presume-se que a forma como encaramos a saúde e os desafios relacionados a ela impactam a esperança.
Pessoas que mantêm altos níveis de esperança são mais propensas a atingir seus objetivos, têm melhor desempenho mental, lidam com doenças de maneira otimista e apresentam índices elevados de satisfação com a vida.
A palavra esperança vem do verbo “esperar”. O termo ansiedade vem do verbo “ansiar”, que também significa “esperar”. Entretanto, dizemos que “esperança” significa uma “espera” positiva. Por outro lado, “ansiedade” significa uma “espera” negativa. Ninguém diz que está com “esperança de vômito”, mas sim com “ânsia de vômito”.
Para a ansiedade, o melhor que se pode esperar é evitar o pior. Todavia, sendo a última que morre, a esperança deveria ter a mesma coragem que tem o desespero.
“A esperança bateu em minha porta; vacilei e não abri. Pensei que fosse a ansiedade, que vive a me perseguir. Bateu de novo com força, só que não insistiu. Desceu as escadas correndo e para sempre partiu. Se foi, dizendo essas palavras fatais: Eu sou a esperança e talvez não vote mais.”
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.