Governo federal prevê 7 mil novos servidores em 2026; posses começam em maio
Primeiras posses devem ocorrer em maio, incluindo aprovados na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado
Siga o Tribuna Online no Google
Cerca de 7 mil novos servidores devem ingressar na administração federal ao longo deste ano, com as primeiras posses previstas para maio, incluindo mais de 3,6 mil aprovados na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).
Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a recomposição integra a estratégia do governo para fortalecer a capacidade do Estado, ampliar a diversidade no serviço público e acelerar a execução de políticas na reta final do mandato.
"Nossa expectativa é convocar aprovados ao longo de todo o ano, parte ainda no primeiro semestre e o restante no segundo", afirmou a ministra em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra.
O governo também prevê chamar candidatos em cadastro reserva de concursos anteriores, ampliando o preenchimento de vagas e o reforço do funcionalismo.
Criado com a proposta de ampliar e democratizar o acesso ao serviço público, o CPNU tem na inclusão social um de seus principais pilares, destacou a ministra. "A lógica do CPNU é ter um serviço público com a cara do Brasil. Quanto mais diversidade, melhores serão as políticas públicas", disse.
Os dados mais recentes indicam avanço no perfil dos aprovados, com 40,5% ingressando por meio de cotas, percentual acima do mínimo legal. A legislação atual ampliou para 30% a reserva de vagas destinadas a pessoas negras, indígenas e quilombolas e manteve a política voltada a pessoas com deficiência. A participação feminina também avançou e passou de 37% na primeira edição para 48,4% entre os aprovados mais recentes.
O concurso também expandiu sua capilaridade territorial. A primeira edição reuniu candidatos de mais de 900 municípios, enquanto a segunda registrou participantes de cerca de 600 cidades e formou um amplo cadastro de reserva. Ao todo, foram 3.649 aprovados para vagas imediatas, com potencial de chegar a até 12 mil novos servidores ao considerar futuras convocações.
Dweck ressaltou que concursos homologados antes do período eleitoral poderão ter convocações normalmente. "Não há trava eleitoral para concursos já homologados", explicou.
Até 2.500 novos policiais federais
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, também sinalizou reforços em áreas estratégicas, como a Polícia Federal (PF), que pode receber até 2.500 novos servidores ainda neste mandato.
Segundo ela, o governo tem incorporado soluções tecnológicas para assegurar a integridade dos certames, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência e da própria PF.
"Quem fez a prova corretamente pode ficar tranquilo. A gente tem total capacidade de detectar fraudes", afirmou, acrescentando que candidatos beneficiados por irregularidades poderão ser excluídos mesmo após a posse.
A ministra também rebateu críticas de que o governo estaria promovendo um inchaço da máquina pública. Segundo ela, a política atual busca apenas recompor perdas acumuladas desde 2016. "É um total equívoco. […] A gente está só correndo atrás de um prejuízo", declarou.
De acordo com Esther Dweck, o esvaziamento do serviço público nos últimos anos decorre, sobretudo, do volume elevado de aposentadorias, sem reposição na mesma proporção.
"A realidade era muito triste, faltava gente em várias áreas", disse. Ela citou que, apenas em 2019, cerca de 70 mil servidores deixaram o funcionalismo.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários