Empresas do ES investem para ampliar mercados de exportação
No setores de doces, entre os principais players está a tradicional Garoto, uma das maiores fabricantes de chocolates da América Latina
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Com o fortalecimento das exportações nos últimos anos, empresas do Espírito Santo têm apostado na modernização de plantas industriais, diversificação de portfólio e certificações de origem para acessar mercados mais exigentes.
No setores de doces, entre os principais players está a tradicional Garoto, uma das maiores fabricantes de chocolates da América Latina. A companhia, controlada pela Nestlé, mantém operações industriais estratégicas em Vila Velha e historicamente investe na ampliação da produção e na inserção internacional de seus produtos.
Até 2028, a Nestlé vai investir R$ 7 bilhões no Brasil, conforme divulgado no ano passado. O montante específico para a fábrica capixaba não foi divulgado, mas no ciclo anterior, entre 2020 e 2025, foram investidos R$ 800 milhões em Vila Velha.
No caso do valor atual, parte relevante dos investimentos nos próximos anos será em Vila Velha, com novas linhas de chocolates, bombons e chocobiscuits (combinação de biscoito com chocolate), disse, na época, Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.
Quem também está fazendo investimentos para ampliação é a Bombom Caieiras, segundo o proprietário Hudson Caieiras.
Ele explicou que tem um investimento de R$ 1 milhão a ser feito para ampliação da fábrica e para adquirir máquinas. Além disso, outro investimento de R$ 5 milhões será feito para a criação da fábrica de experiências, onde o consumidor e o turista vão poder visitar e conhecer todo o processo de produção da empresa.
Outra empresa com investimentos é a Espírito Cacau, sediada em Linhares. Segundo Paulo Gonçalves, fundador e CEO da marca, recentemente foram investidos R$ 3 milhões em maquinário para o processamento do cacau.
No caso do mamão, estão sendo feitos investimentos em tecnologias de produção de uma fruta dentro do padrão de peso, formato e aparência, para a exportação, explicou o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), José Roberto Macedo Fontes.
“Estamos criando tecnologias de controles biológicos tanto em campo quanto em pós-colheita para termos uma fruta sem resíduo químico e com maior vida de prateleira”, afirmou.
Busca por mais compradores da Europa e América do Sul
Produtores e empresas do Estado participaram da Fruit Attraction São Paulo 2026, em busca de novos mercados e compradores da Europa e da América do Sul.
O evento, que foi realizado na última semana, reuniu produtores, exportadores, importadores, redes varejistas e representantes de diversos países.
Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), José Roberto Macedo Fontes, a participação na feira já demonstrou resultados positivos para o setor do mamão, e a expectativa para este ano é ampliar ainda mais as oportunidades de negócios.
“Na edição passada, a feira foi importante para ampliar contatos com compradores e fortalecer a presença do mamão capixaba no mercado internacional, buscando abrir novos mercados e ampliar relações comerciais, especialmente com compradores da Europa e da América do Sul”, afirmou.
A comitiva capixaba, representada pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), reuniu 34 expositores, que apresentaram produtos na feira de negócios.
“Essa iniciativa da Seag é muito importante, pois o governo do Estado foca na exportação agrícola, e o estande funciona como uma vitrine da produção capixaba, transmitindo mais segurança para os compradores internacionais”, afirmou Fontes.
A iniciativa busca fortalecer parcerias comerciais, ampliar oportunidades de exportação e consolidar o Estado como uma origem confiável de produtos agrícolas de qualidade no mercado internacional.
“A participação do Espírito Santo na Fruit Attraction São Paulo reforça a estratégia do governo do Estado de promover a agricultura capixaba, estimular a agregação de valor à produção e ampliar a presença dos nossos produtos nos mercados nacional e internacional”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
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