Irã diz que Ormuz segue fechado e proíbe travessia de navios ligados a aliados de EUA e Israel
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A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã afirmou nesta sexta-feira (27) que o Estreito de Ormuz permanece fechado e reiterou a proibição à passagem de embarcações ligadas a países aliados dos Estados Unidos e de Israel, em meio à escalada das tensões na região.
Em comunicado enviado via Telegram, o grupo paramilitar iraniano declarou que "é proibida a passagem de qualquer navio de ou para portos de países aliados de nossos inimigos por qualquer rota marítima" e reforçou que "qualquer tentativa de travessia enfrentará uma resposta firme". Segundo a IRGC, três navios cargueiros de diferentes nacionalidades tentaram acessar o corredor destinado a embarcações autorizadas nesta manhã, mas foram advertidos pela Marinha iraniana e obrigados a recuar.
A guarda atribuiu as tentativas de travessia às "alegações falsas" do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma suposta reabertura do estreito. A via marítima é considerada estratégica para o comércio global. Um levantamento da agência iraniana Tasnim News, controlada pela IRGC, aponta que o controle de Ormuz poderia gerar receitas significativas ao Irã. Em um dos cenários, a cobrança de cerca de US$ 2 milhões por navio, sob a justificativa de "serviços especiais de segurança", poderia render mais de US$ 100 bilhões por ano. Em outro, com tarifas próximas a padrões internacionais, a arrecadação ficaria entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões anuais.
Em paralelo, a IRGC também pediu a evacuação de áreas com presença de forças americanas no Oeste da Ásia. Em nota, o grupo afirmou que forças americanas e israelenses estariam usando civis como escudos humanos e reiterou que considera "um dever" atingir alvos ligados aos EUA e a Israel "onde quer que estejam", recomendando que a população deixe essas regiões para evitar riscos.
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