Neta presa por matar o avô no ES roubou o dinheiro dele para comprar um celular
Idoso foi encontrado morto com sinais de violência dentro de casa em Vila Velha
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Uma mulher de 23 anos foi indiciada, suspeita de envolvimento no latrocínio do próprio avô, de 86 anos. O crime foi registrado no dia 30 de novembro do ano passado, no bairro Barra do Jucu, em Vila Velha. Ela está presa preventivamente desde o início de março.
Segundo as investigações policiais, o crime ocorreu na madrugada do dia 28 de novembro, mas o corpo só foi encontrado pelos familiares dois dias depois. O irmão da vítima foi quem entrou na casa pela primeira vez desde a ocorrência e acionou a polícia.
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, a Polícia Civil inicialmente suspeitou se tratar de um homicídio. Porém, no decorrer das investigações, foi constatado que se tratava de um latrocínio, roubo seguido de morte.
O idoso, identificado como Romildo Barbosa, estava com uma camisa no rosto, apresentava marcas de faca no abdômen e um dos braços estava deslocado. A apuração do caso identificou a neta, Jamily Barbosa, como a principal suspeita.
"Ela teria feito contato com uma sobrinha da vítima perguntando se ela estaria vendendo um celular. Essa sobrinha informou que o valor era de R$ 2.500,00. Então, Jamily pediu que ela reservasse o aparelho, pois iria comprá-lo. Isso levantou nossa suspeita", afirmou o delegado.
Três dias antes do crime, um morador da região relatou aos policiais que havia saído para remar na madrugada do dia 25 e viu o idoso próximo de casa. A vítima conversou com ele e pagou uma dívida.
O vizinho percebeu, no momento do pagamento, que a carteira do idoso continha outras cédulas. Segundo a família, Romildo costumava sacar o dinheiro da aposentadoria em espécie.
Ainda durante a conversa, o idoso relatou preocupação com a neta, que teria saído com a bicicleta dele para comprar drogas. Essa foi a última vez em que Romildo foi visto com vida. Depois disso, ele só foi encontrado no dia 30. No local, não foram encontrados pertences como carteira e celular.
Uma testemunha relatou que, no dia 28, viu Jamily entrando na casa da vítima. Outro ponto determinante para a conclusão do inquérito, segundo o delegado, foi o fato de ela ter realizado várias transferências via Pix, além de compras, inclusive de bebidas.
"No dia seguinte ao crime, ela passou na casa do avô com música alta, sem aparentar preocupação, pegou alguns pertences e deixou a região", relatou o delegado do Deic.
A Polícia Civil localizou a suspeita, que foi levada para prestar depoimento. Na versão apresentada por ela, o avô a teria chamado à residência para lavar o fogão. Enquanto realizava o serviço, disse ter sido atingida na cabeça e desmaiado.
Ao recobrar a consciência, afirmou que o idoso estaria tentando violentá-la sexualmente. Segundo o relato, ela conseguiu se desvencilhar e sofreu uma lesão no olho.
A versão, no entanto, foi descartada pela investigação após laudo do Departamento Médico Legal (DML) não apontar nenhuma lesão corporal compatível. Além disso, o delegado Monteiro ressaltou que a suspeita teria comentado com um familiar que havia matado o avô, antes mesmo de procurar a polícia.
"Para nós, ficou comprovado que foi um crime premeditado, pois ela entra em contato com a familiar e diz que vai conseguir o dinheiro. Todos os depoimentos convergiram para que ela fosse apontada como autora do crime", concluiu o chefe do Deic.
Por fim, o delegado ressaltou que a mulher não demonstrou remorso. "Ela demonstrou ser uma pessoa completamente fria. Quando voltou para pegar os pertences no dia seguinte, estava sorrindo, cantando e com som alto no carro. Foi um crime bárbaro que chocou a todos da região", afirmou.
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