Justiça condena padrasto a 30 anos por envenenar e matar enteado no Recife
Crime cometido em 2014 teve como motivação uma tentativa de reatar com a mãe das vítimas; Rubens Oliveira já havia sido sentenciado por morte da filha
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O eletricista Rubens Gomes de Oliveira, de 51 anos, foi condenado na segunda-feira (9) a 30 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelo assassinato do enteado, Diego Francisco de Oliveira, ocorrido em 2014.
O julgamento, realizado no Fórum Thomaz de Aquino, no centro do Recife, reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante envenenamento e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Durante o depoimento, o réu confessou ter causado a morte do jovem de 16 anos, mas alegou que seu objetivo era apenas adoecê-lo para forçar uma reaproximação com a mãe de Diego, com quem desejava retomar o relacionamento.
Histórico de crimes e condenações
Este não é o primeiro crime de morte atribuído ao réu envolvendo o mesmo contexto familiar. Rubens já havia sido condenado anteriormente a 20 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio da própria filha, Bianca Evelyn dos Santos Oliveira, que morreu aos 8 anos de idade, meses após Diego, apresentando sintomas de intoxicação similares. A sucessão de mortes na família trouxe à tona um cenário de premeditação, confirmado pela investigação que apontou o uso de substâncias venenosas nos alimentos oferecidos às vítimas após a mãe das crianças, Carla Manoela, ter denunciado o ex-companheiro por ameaças e solicitado medidas protetivas.
A dinâmica do crime contra Diego Francisco, de 16 anos, ocorreu em setembro de 2014, no bairro do Alto do Pascoal, Zona Norte da capital pernambucana. Segundo a denúncia, o adolescente foi envenenado após consumir um cachorro-quente oferecido pelo padrasto no caminho da escola. Embora tenha sido socorrido e hospitalizado, o jovem não resistiu e veio a falecer no dia seguinte.
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