Fábrica de ração recebeu R$ 30 milhões em investimentos em Santa Maria de Jetibá
Crescimento do mercado pet impulsiona inserção de empresas nesse segmento
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Por conta do crescimento do mercado pet no Espírito Santo e no Brasil, empresas têm buscado se inserir nesse segmento para diversificar suas atividades.
É o caso, por exemplo, da Nater Coop. A gigante do agronegócio capixaba vai construir uma fábrica em Santa Maria de Jetibá, na região Serrana do Estado, para produzir matéria-prima para a produção de rações para cachorros e gatos.
O investimento será de R$ 30 milhões, e a fábrica deve sair do papel ainda este ano.
Em sua primeira fase, com capacidade para abater 50 mil aves por dia, a unidade produzirá uma farinha usada como base para a produção de ração para pets. Para o futuro, existe a possibilidade de linhas para consumo humano (nugget e steak de frango) e até graxaria (base para sabão, sabonetes, cosméticos, tintas, emulsificantes e outros).
“As possibilidades são muito interessantes. O objetivo é usar toda a população de aves disponível na região”, assinalou Bellardt.
Análise
“Tendência do setor é de crescimento” - Andréa Gama, analista de Relacionamento do Sebrae-ES
“Há uma tendência de crescimento, tendo em vista comportamentos de humanização de pets, turismo pet friedly e alimentação natural. No Estado, há uma grande diversificação de serviços, como creches, hotéis, spas, alimentação natural, tecnologias pet e experiências humanizadas, além dos cuidados.
O gasto médio com o pet cresce também à medida que os tutores não possuem filhos. Várias tendências contribuem também para o crescimento de pet. Além de muitos arranjos familiares sem filhos, existe uma população que envelhece e que possui pet como companhia.
Para quem quer empreender no setor, há oportunidades de sobra: creches, hotéis, spas e até academia têm sido opções procuradas por tutores para seus animais, mas também há a possibilidade de atuar no ramo da alimentação e de experiências temáticas. É uma ótima opção para pequenos negócios, pois o vínculo emocional acaba fidelizando clientes.
Já o setor do turismo também precisa ficar atento: oferecer experiências pet friendly é algo estratégico para atrair um público cada vez maior, já que muitos tutores se recusam a ir a locais se seus cachorros também não forem bem-vindos”.
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