Paixão pelos bichos: corrida por Inteligência Artificial para entender os animais
Mercado já tem até “tradutores de pets”, além de coleiras inteligentes com GPS e celulares voltados para animais
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O crescimento do mercado pet é acompanhado pela presença cada vez maior da tecnologia nesse mercado, com coleiras inteligentes com GPS, câmeras de monitoramento e até celulares voltados para animais. Mas o que tem gerado uma verdadeira “corrida” entre empresas tecnológicas é a busca por maneiras para “traduzir” os miados e latidos.
Saber o que os animais “falam” é uma curiosidade humana histórica, e com as IAs, empresas estão investindo para conseguir transformar esse “sonho” de tutores em realidade.
O mercado até já tem “tradutores de pets”, mas a falta de precisão é vista pelas empresas como um problema a ser resolvido.
Estima-se que os aplicativos de interação com pets movimentem bilhões de dólares por ano, e uma ferramenta confiável de “tradução” poderia revolucionar o relacionamento entre tutores e animais — além de abrir novos caminhos para monitoramento veterinário.
Além disso, o desenvolvimento dessas tecnologias poderia auxiliar na proteção contra ameaças à vida selvagem, no monitoramento de comportamentos em habitats naturais e também na forma como a humanidade se relacionada com o meio ambiente.
Um exemplo de “pet tech” que tem atuado com esse objetivo é a Traini, que levantou US$ 7,5 milhões para acelerar a produção de uma coleira inteligente, capaz de traduzir emoções caninas em frases compreensíveis para humanos.
O dispositivo, que combina sensores biométricos e modelos de IA treinados com dados comportamentais de mais de 2 milhões de cães e de centenas de estudos, promete transformar latidos, batimentos cardíacos e sinais fisiológicos em mensagens como “estou ansioso” ou “quero brincar”.
O André Cavalieri, especialista em comportamento canino, salienta que, na prática, essas coleiras não traduzem, de fato, os sentimentos do animal, mas analisam padrões fisiológicos e comportamentais.
“Os sensores conseguem medir dados objetivos, mas esses sinais não são exclusivos de uma única emoção. Sem o contexto, a intepretação se torna limitada. Além disso, cada cão possui um perfil individual, influenciado por genética, raça, experiências prévias, ambiente e aprendizado. Isso dificulta a 'tradução emocional' universal”, pontua.
Já na China, a gigante de tecnologia Baidu registrou uma patente para um sistema que poderia converter vocalizações de animais em linguagem humana. O projeto descrito pela Baidu não se limita apenas aos sons vocais. A tecnologia proposta envolve o uso de algoritmos avançados de machine learning e deep learning para analisar uma variedade de sinais comportamentais.
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