Efeitos nocivos do sol
Especialistas alertam para limites seguros de exposição ao sol e riscos à saúde
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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O ser humano é endotérmico e homeotérmico, ou seja, produz calor e consegue regular a sua própria temperatura. A termorregulação humana se divide em dois compartimentos: a parte periférica, a pele, onde a temperatura se modifica em função do ambiente externo e do fluxo de sangue; e o núcleo interno, que inclui a cabeça, o tórax, o abdome e o sistema nervoso central, que possui uma temperatura relativamente estável.
Sudorese e a subsequente evaporação são os principais modos de perda de calor, quando a temperatura ambiente aumenta. A evaporação do suor permite que o calor seja transferido para o ambiente, como vapor de água.
Além disso, o calor do corpo dissipa-se quando o fluxo sanguíneo fica mais próximo da pele, como acontece com a vasodilatação.
A radiação solar que atinge a superfície terrestre influencia a vida humana e de outros seres. Ela compreende a radiação infravermelha, responsável pelo efeito térmico do sol, e a radiação ultravioleta, filtrada pelo oxigênio e pela camada de ozônio.
No corpo humano, os olhos e a pele constituem a interface entre o sol e os órgãos internos. A retina dos olhos é excitada pela radiação, responsável pela visão e regulação dos ritmos circadianos e do estado de humor.
Banhada pela luminosidade solar, o verão brasileiro traz vida e alegria. Praias azul turquesa, matas exibindo uma enorme diversidade de tonalidades e corpos bronzeados temperam essa estação do ano.
O sol é fundamental para o corpo. A radiação UVB estimula a síntese de vitamina D na pele, crucial para a absorção de cálcio, fortalecendo ossos e prevenindo doenças, como a osteoporose.
A luz solar aumenta a produção de serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar, ajudando a combater depressão e ansiedade.
Exposição à luz natural ajuda a regular o ciclo circadiano, melhorando a qualidade do sono e a produção de melatonina, à noite.
Principal fonte de energia que há no mundo, sem o sol não haveria vida na Terra. Entretanto, o ser humano não deve gerar sombra debaixo do astro rei.
Quem tem pele clara não convém tomar mais que 30 minutos de sol por dia. Caso a pele tenha um tom mais escuro, a pessoa não deve ultrapassar 60 minutos.
Exposição excessiva ao sol pode aumentar o risco de diversos tipos de câncer de pele, como o melanoma.
Os raios UV podem causar queimaduras, deixando a pele vermelha, irritada e até com bolhas ou feridas. Raios solares em excesso provocam danos aos olhos, como irritação e catarata.
O sol também pode causar reações a medicamentos, aumentando o risco de manchas na pele, devido a interação entre o princípio ativo de remédios, como antibióticos e anti-inflamatórios, por exemplo.
Exposição prolongada ao sol pode aumentar a perda de água, resultando em desidratação.
Apesar dos seus efeitos colaterais, é o sol que desabrocha o verão, soprando o vento, que ondula o mar na imensidão, e produzindo a luz que ilumina a estação.
Num dia ensolarado, até o canto do pássaro tem cor.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.