Nova via de ligação com Vitória vai causar "boom" imobiliário na Serra
Nova ligação com Vitória vai aumentar investimentos residenciais em bairros como Manguinhos, Jacaraípe e Bicanga
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Novos condomínios e empresas do setor de comércio e serviços devem surgir com a construção de uma nova ligação entre Vitória e Serra, que está em fase de planejamento para ser construída a partir deste ano.
Essa via, que servirá como uma “terceira ponte” entre as duas cidades, promete diminuir o tempo de travessia e criar uma conexão direta entre Jardim Camburi e o litoral do município serrano.
A expectativa é de um “boom imobiliário” na região, especialmente na orla, incluindo Lagoa de Carapebus, Balneário Carapebus, Bicanga e Jacaraípe, conta o secretário de Desenvolvimento Urbano da Serra, Cláudio Denicoli.
O perfil de ocupação na área, de acordo com o secretário, será predominantemente habitacional, com comércio e serviços associados. A tendência não é de instalação industrial.
“Quando você tem um incremento grande na questão habitacional, isso traz junto a prestação de serviços para que a pessoa tenha na sua região todas as necessidades para sobreviver”, afirma.
A previsão é que as obras comecem no segundo semestre deste ano, com prazo estimado de dois anos. O início, porém, depende da formalização da doação de áreas pertencentes à ArcelorMittal e à Vale, que correspondem a 80% do traçado. O financiamento é do Banco dos Brics.
O licenciamento ambiental está em fase final, com exigências complementares da instituição financeira.
Dar opções de moradia com trânsito rápido, que desafogue o fluxo entre Vila Velha e Vitória pela Terceira Ponte, é um dos principais efeitos esperados pelo mercado com a nova via, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-ES), Douglas Vaz.
“Você vê que as pessoas não suportam mais morar em Vila Velha e trabalhar em Vitória e pegar o trânsito. Essa ligação vai facilitar muito esse novo eixo de moradia. De Jardim Camburi a Bicanga ou Manguinhos é muito próximo”, destacou.
O conceito de “cidade em 10 minutos”, incluído no Plano Diretor Municipal (PDM), em 2023, é um dos objetivos do projeto.
Ele prevê a oferta de moradia, escolas, comércio e serviços a curta distância, priorizando deslocamentos sustentáveis.
Saiba mais
Previsão de dois anos para fim das obras
Nova via
O projeto prevê duas pistas em cada sentido e a construção de um novo viaduto sobre a Estrada de Ferro Vitória a Minas. A velocidade máxima será de 60 km/h, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
Com a expectativa da formalização da doação de áreas pertencentes à ArcelorMittal e à Vale, as obras estão previstas para começar no segundo semestre deste ano, com prazo estimado de dois anos.
Desenvolvimento
Não haverá possibilidade de ocupação ao longo do traçado, que passa por áreas consolidadas e por terrenos das empresas. O desenvolvimento deve ocorrer principalmente nas regiões onde a via desemboca, no litoral da Serra.
Plano urbano
A nova via também incorpora o Plano de Arborização 3-30-300, que estabelece metas de cobertura vegetal nos bairros e acesso a áreas verdes.
Nele, toda pessoa vai ter que ver, quando abre a janela, pelo menos três árvores na sua frente, na rua; todos os bairros deverão ter 30% de arbolização, pelo menos; e toda a população deverá estar pelo menos a 300 metros de uma área verde e em um corredor ecológico.
Priorizar deslocamentos a pé ou de bicicleta também é uma diretriz do Plano Diretor Municipal (PDM), que estabelece o modelo de “cidade em 10 minutos”, com moradia, escolas, comércio e serviços concentrados no mesmo bairro.
A legislação também ampliou a taxa de ocupação e o coeficiente de aproveitamento, e passou a permitir maior potencial construtivo para edifícios residenciais que incluam áreas comerciais no térreo.
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