Presença de drones perto de aeroportos pode aumentar? Veja o que dizem especialistas
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A presença de drones em espaço aéreo proibido é um risco relevante para a aviação. Especialistas ouvidos pelo Estadão apontam que o problema não é novo e tampouco deve ficar isolado ao caso do último domingo, 15, quando o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) foi fechado por causa da presença de drones.
No domingo, o aeroporto de Guarulhos precisou ser fechado duas vezes. A interrupção de voos comerciais e privados ocorreu por volta das 16h, e as operações só foram retomadas duas horas depois. O número de voos prejudicados não foi informado.
“Eu acho que sim (pode ser mais comum), principalmente pelo que estamos vendo do futuro, com drones de transporte de passageiros”, afirma Roberto Peterka, especialista em segurança de voo.
Em junho do ano passado, por exemplo, o aeroporto de Guarulhos já havia enfrentado esse mesmo problema. Ele foi fechado para pousos e decolagens por causa da presença de drones, prejudicando dezenas de voos.
No caso mais recente de Guarulhos, a Polícia Militar foi acionada pela Central de Controle do Aeroporto Internacional de Guarulhos para averiguar a presença de ao menos oito drones que estariam sobrevoando a rota de decolagem e aterrissagem de aeronaves. O Comando de Operações Especiais (COE) utilizou um bloqueador de sinal para restabelecer a segurança do local.
“Os drones são proibidos de voar nas proximidades de aeroportos. Quando há um caso desse tipo, há uma paralisação do aeroporto, e a PM é imediatamente acionada. Os helicópteros da Polícia Militar começam a sobrevoar (a área) e têm tecnologia para detectar de onde vem o sinal emissor do controle do drone”, afirma Laert Gouvea, diretor do Instituto Brasileiro de Segurança na Aviação. “E com o isso eles fazem a rastreabilidade desse sinal e acabam chegando ao cidadão que está cometendo a infração.”
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O grande risco do drone em espaço aéreo é provocar um dano estrutural severo na aeronave. O alumínio de um avião não é forte, pois precisa ser leve, explica Peterka. “Pode atingir uma parte vital do avião, como cabos de comando, fiação elétrica.”
“Se entra numa turbina de um avião, por exemplo, é um prejuízo de alguns milhões de dólares. Não podemos conviver com uma situação como essa. Quando um drone invade o espaço aéreo do aeroporto, a operação tem de ser suspensa para evitar um acidente grave”, acrescenta Gouvea.
O especialista também destaca que o Brasil tem uma das legislações mais avançadas em relação a esse tema e “não fica devendo nada a nenhum outro país”.
“Não é algo que vejo com tendência de aumentar. Não é uma coisa tão relevante assim que a gente precise se preocupar. São casos isolados”, diz Gouvea.
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