Bebê de um ano cai do terceiro andar de prédio em Cariacica
Conselho Tutelar acusa família de maus-tratos enquanto os familiares negam dizendo que houve negligência por parte do Conselho
Siga o Tribuna Online no Google
Uma bebê de um ano e seis meses caiu do terceiro andar de um prédio no bairro Flexal II, em Cariacica, nessa quarta-feira (11). De acordo com informações obtidas pela reportagem da TV Tribuna/Band, ela foi socorrida para o Pronto Atendimento (PA) do bairro e depois transferida para o Hospital Infantil, em Vitória.
Durante o atendimento médico, plantonistas acionaram o Conselho Tutelar, que acompanha o caso. Em entrevista ao vivo no Tribuna Notícias 1ª Edição, o conselheiro Marcos Paulo Fonseca afirmou que o bebê está bem e que há suspeita de negligência e maus-tratos.
"Posso falar que ela (criança) nasceu de novo. Segundo informações da equipe médica que a atendeu, a mão de Deus segurou ela. Ela só está com escoriações no ombro e na testa, nenhum osso quebrado. [...] Nem os médicos acreditaram que ela está tão bem", contou.
Ainda de acordo com o conselheiro, mesmo com um ano e meio de idade, a bebê ainda não foi registrada. O Conselho Tutelar aguarda a alta médica e irá se reunir para avaliar o caso e decidir se a criança será levada para uma instituição de acolhimento.
Família contesta versão do Conselho Tutelar
A família procurou a Rede Tribuna para contestar a versão do Conselho Tutelar de que a bebê estaria sofrendo maus-tratos e de que houve negligência no momento da queda.
De acordo com a mãe da bebê, ela estaria brincando na sala da casa da tia, onde estaria passando uns dias, quando a criança subiu no sofá de forma repentina, colocou a perna na janela e caiu. A mãe informou que o sofá estaria próximo a janela devido a uma limpeza que estaria sendo feita.
Ainda sobre os maus-tratos, a família nega e disse que a menina sempre foi muito bem cuidada, alimentada e que sempre esteve muito bem de saúde.
Com relação a certidão de nascimento da menina, a mãe explicou que não foi realizada pois o pai, que estava com o registro, foi assaltado no Rio de Janeiro e esse documento acabou sendo levado. Desde então, a família tem buscado uma alternativa para registrar a criança.
Os familiares acusam o Conselho Tutelar de negligência pois, ao saberem que a criança não havia sido registrada, levaram-na para um abrigo após ela ter alta do hospital e não procuraram ajuda-los em conseguir a certidão de nascimento da criança. Elas só devem conseguir ver a bebê nesta sexta-feira (13) ao se deslocar até o abrigo onde a bebê se encontra.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários