Novo projeto quer alterar nome de Dante Michelini para Araceli... mas em Vila Velha
Proposta prevê alterar nome de creche para o nome da menina, vítima de crime na década de 70
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A Câmara de Vila Velha vai analisar um projeto de lei que propõe mudar o nome da UMEF Dante Michelini, no bairro Planalto, para UMEF Araceli Cabrera Sánchez Crespo, em homenagem à menina que se tornou símbolo nacional de combate à violência infantil após ser vítima de um crime de grande repercussão no Estado.
A proposta, de autoria do vereador Patrick da Guarda (PL), prevê que a Secretaria Municipal de Educação fique responsável por atualizar o novo nome em registros oficiais, sistemas e sinalizações da unidade localizada na Rua Ronaldo Gonçalves de Rezende.
Na justificativa, o parlamentar afirma que a denominação de escolas e demais equipamentos públicos deve estar alinhada a valores éticos, pedagógicos e de proteção à infância. Para ele, o atual nome remete a uma pessoa “diretamente envolvida em um crime de extrema gravidade, cuja repercussão histórica e social ainda causa dor, indignação e repulsa”, e a mudança busca promover “justiça simbólica e memória histórica”, homenageando a vítima, e não agentes ligados à violência.
Vale reforçar, no entanto, que Dante Michelini (que dá nome à Avenida na Praia de Camburi, em Vitória, e à creche, em Vila Velha) foi avô de Dante Brito Michelini, que foi encontrado morto há uma semana em Guarapari. Dante Brito Michelini foi inocentado, pela Justiça, da morte de Araceli por falta de provas.
Patrick da Guarda argumenta que a alteração pretende corrigir uma “inadequação histórica e moral” e evitar que alunos, famílias e profissionais convivam diariamente com um nome associado a um crime violento. O vereador destaca ainda que a medida reafirma o compromisso do município com a educação, os direitos humanos e a proteção integral de crianças e adolescentes, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com a competência dos municípios para denominar seus próprios bens públicos, prevista no artigo 30 da Constituição Federal.
Pelo texto, eventuais despesas com a troca de nome – como novas placas, documentos e sistemas – correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, podendo ser suplementadas, se necessário. O projeto ainda será analisado pelas comissões permanentes da Câmara antes de ser levado ao plenário, etapa em que os vereadores vão decidir se a escola passará oficialmente a se chamar UMEF Araceli Cabrera Sánchez Crespo.
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