Chacina de Poção: Justiça condena mandante a 142 anos de prisão
Tribunal do Júri encerra julgamento de Bernadete Rocha e José Vicente; penas somadas superam dois séculos de reclusão
Na madrugada deste sábado (7), o Tribunal do Júri da Capital, no Recife, encerrou o julgamento de dois réus envolvidos na "Chacina de Poção", crime que chocou Pernambuco em 2015.
A mandante do crime, Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha, foi condenada a 142 anos, cinco meses e 16 dias de reclusão. Já o réu José Vicente Pereira Cardoso da Silva recebeu a pena de 67 anos, três meses e oito dias, valor reduzido pela metade devido à idade dele ser superior a 70 anos.
O Conselho de Sentença acatou a tese de que o crime foi motivado por uma disputa de guarda. Bernadete teria contratado um grupo de extermínio para assassinar a família materna de sua neta, com o objetivo de assegurar a custódia da criança. As vítimas foram três conselheiros tutelares e a avó materna da menina, Ana Rita Venâncio. A criança, então com três anos, foi a única sobrevivente da emboscada realizada na zona rural do município.
Histórico de condenações e próximos passos
O desfecho deste sábado soma-se a outras condenações já proferidas pelo Judiciário. Em dezembro de 2025, os réus Egon Augusto, Orivaldo Godê e Ednaldo Afonso também foram sentenciados, com penas que chegaram a 101 anos de prisão. Anteriormente, em fevereiro de 2024, Wellington Silvestre dos Santos havia sido condenado a mais de 74 anos de reclusão por participação direta nas execuções.
Com a finalização do júri, presidido pela juíza Maria Segunda Gomes, resta apenas o julgamento de Leandro José da Silva, que foi adiado a pedido da defesa. Os crimes imputados aos réus incluem homicídio qualificado — cometido mediante emboscada e pagamento de recompensa — além de atividade em grupo de extermínio. A defesa de José Vicente já interpôs recurso contra a decisão em plenário.
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