Robôs fazem protesto pela morte do cão Orelha no Carnaval de Vitória
Dois robôs, um deles em formato de cachorro, percorreram a avenida levando mensagens que pediam justiça pelo cão Orelha
Antes do início oficial dos desfiles das escolas de samba, na noite de sexta-feira (7), primeiro dia do Carnaval de Vitória, um protesto inusitado chamou a atenção do público no Sambão do Povo. Dois robôs, um deles em formato de cachorro, percorreram a avenida levando mensagens que pediam justiça pelo cão Orelha, morto após sofrer agressões em um caso de maus-tratos ocorrido em Santa Catarina.
A ação aconteceu enquanto equipes técnicas ainda finalizavam os últimos ajustes na passarela do samba e o público começava a ocupar arquibancadas e camarotes. De forma silenciosa e pacífica, os robôs circularam por toda a extensão da avenida, despertando curiosidade entre foliões e profissionais da imprensa que acompanhavam a abertura do Carnaval.
O protesto faz referência ao caso do cão comunitário Orelha, agredido na madrugada do dia 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis (SC). O animal chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte, devido à gravidade dos ferimentos. O episódio teve grande repercussão nacional e provocou mobilizações em defesa da punição mais rigorosa para crimes de maus-tratos contra animais.
No Sambão do Povo, a manifestação criou um contraste simbólico entre a tecnologia utilizada no ato e a tradição do Carnaval capixaba. Apesar da repercussão, o protesto não interferiu na programação oficial dos desfiles, que seguiram normalmente ao longo da noite.
Pouco depois, a avenida foi tomada pelo som das baterias, pelas fantasias e pelas alegorias das escolas de samba, marcando o início de mais uma edição do Carnaval de Vitória, que segue com desfiles também no sábado (8).
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