Poderes legislativos do Recife e de Pernambuco abrem trabalhos de 2026
Assembleia Legislativa do Estado e Câmara Municipal do Recife devem ter um ano agitado por conta das eleições
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a Câmara Municipal do Recife retomaram as atividades nesta segunda-feira (2) sob clima de tensão institucional. Na Alepe, durante a sessão, a governadora Raquel Lyra (PSD) defendeu a união dos Poderes e cobrou celeridade na aprovação de projetos do Executivo voltados às áreas de saúde e segurança, enfatizando que os interesses públicos devem prevalecer sobre projetos individuais.
Em contrapartida, o presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), reforçou a independência do Legislativo em um discurso enfático. Porto afirmou que a Casa não se submeterá a pressões externas nem aceitará uma posição subalterna frente ao Governo do Estado. Mas, ainda em seu discurso, Álvaro Porto enfatizou que a Casa deve conciliar as eleições de outubro com as pautas estaduais. “Esta Casa é uma caixa de ressonância dos anseios de todos os pernambucanos”, afirmou. O deputado lembrou que a Alepe aprovou todos os projetos enviados pelo Governo do Estado desde 2023, autorizando mais de R$ 13 bilhões em operações de crédito.
Na saída, Raquel comentou com os reoportéres sobre a decisão do STF para que a Polícia Federal investigue as ações da polícia civil de Pernambuco ao investigar um secretário do Recife. A governadora demonstrou tranquilidade e afirmou confiar nas instituições e no trabalho das polícias. Ela reiterou que a Procuradoria Geral do Estado se manifestará nos autos e que qualquer ilícito deve ser rigorosamente apurado.
Câmara Municipal
A Câmara Municipal do Recife também iniciou o ano legislativo de 2026 nesta segunda-feira (2). O prefeito João Campos (PSB) não compareceu à sessão, cumprindo agenda em Brasília, e foi representado pelo secretário Jorge Vieira. A leitura do relatório de gestão, destacou avanços em áreas como saúde e educação no último ano.
O foco da Casa de José Mariano, porém, está voltado no momento para o pedido de impeachment contra o prefeito, por um vereador da oposição. A leitura da proposta ocorre nesta terça-feira (3), sob forte esquema de segurança convocado pelo presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), para evitar conflitos.
Enquanto a oposição, que é minoria na Casa, tenta mobilizar parlamentares independentes, a base governista classifica o pedido como uma manobra eleitoral "vazia" e sem fundamento jurídico. Em um ano de eleições estaduais, com o prefeito e diversos vereadores articulando candidaturas para o Governo e Assembleia, o clima acirrado deve pautar os debates legislativos nos próximos meses.
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