O Pix ficou mais difícil. Para os golpistas
Já estão valendo novas ferramentas digitais de segurança que dificultam a ação de criminosos especializados em sumir com o seu dinheiro
Edilson Vieira
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.
Se você, assim como eu, já sentiu aquele frio na espinha ao confirmar um Pix ou conhece alguém que caiu na lábia de um golpista, a notícia de hoje é um alento. Nesta segunda-feira (2), o Banco Central deu um "upgrade" necessário nas regras de segurança do nosso queridinho sistema de pagamentos. E olha, a mudança não é perfumaria, não.
A grande estrela da vez é o chamado MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução). Sabe aquela tática clássica dos criminosos de receber o dinheiro e espalhá-lo imediatamente por dez contas diferentes para "perder o rastro"? Pois é, o BC resolveu atacar justamente aí.
O que muda no seu bolso (e na segurança dele)
A partir de agora, o sistema não olha só para a primeira conta que recebeu o seu dinheiro. Ele consegue rastrear as contas intermediárias. É como se o banco agora tivesse um GPS para seguir o dinheiro, mesmo que ele seja pulverizado. Se o golpista transferir o fruto do roubo para outra conta, o bloqueio alcança essa segunda (ou terceira) conta também.
O bloqueioe é a jato. Notou algo errado? Denunciou? As contas suspeitas podem ser bloqueadas preventivamente antes mesmo da análise final. É o "prende primeiro, pergunta depois" que o sistema precisava. O BC projeta que a recuperação dos valores aconteça em até 11 dias. Pode parecer muito para quem está no prejuízo, mas é um salto enorme perto do que tínhamos.
Outra novidade é o botão do pânico. Agora é obrigatório que o seu app tenha um botão de contestação direto no autoatendimento. Nada de ficar horas no telefone tentando explicar o óbvio para um atendente.
O "pulo do gato" das estatísticas
Especialistas do setor estão otimistas, a estimativa é que essas mudanças barrem até 40% dos golpes bem-sucedidos. É um golpe duro na logística do crime organizado, que usava as chamadas "contas de aluguel" ou "contas laranjas" com uma facilidade irritante.
Um aviso de amigo, o MED é para fraudes e golpes. Se você digitou o CPF errado ou mandou dinheiro para o ex por engano num momento de recaída, o mecanismo não serve para isso. Erro de digitação continua sendo responsabilidade do usuário, combinado?
O manual de sobrevivência: caiu no golpe?
Se acontecer com você, o relógio é seu pior inimigo. O passo a passo agora é este:
Conteste imediatamente pelo app do seu banco (procure o botão do MED).
O banco de origem avisa o banco do golpista em até 30 minutos.
O dinheiro é bloqueado na conta de quem recebeu (e nas contas seguintes, se for o caso).
As instituições analisam a fraude e, se confirmada, o estorno é feito.
No fim das contas, o Pix continua sendo uma revolução, mas estava precisando de cercas mais altas. Com o rastreamento multicamadas, o BC mostra que está cansado de ver o dinheiro público e privado sumir em segundos.
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