Cursos e oficinas para trabalhar no Carnaval
Cursos e formações gratuitas e pagas preparam profissionais para atuar nos bastidores do Carnaval e fortalecem a economia criativa no ES
Um dos períodos de maior movimento do setor da economia criativa é o Carnaval. Pensando nisso, o governo estadual e instituições realizam uma série de cursos e formações para preparar os profissionais que atuam na data festiva.
Desde o início de janeiro, a Casa da Stael, no centro de Vitória, tem realizado oficinas sobre o tema, englobando moda, fotografia, música e até confecção de bonecos gigantes, segundo a estilista e produtora cultural Stael Magesck, que teve a iniciativa e também atua com venda de produtos.
No último trimestre do ano passado, por exemplo, a Secretaria de Cultura do Estado, por meio do HUB ES+ e em parceria com o Senac-ES, realizou formações gratuitas de “produção criativa e inovadora carnavalesca”, com o objetivo de capacitar profissionais para atuarem nos bastidores do Carnaval deste ano.
Ao todo, foram quatro cursos: produção cultural, criação e desenvolvimento de figurino, técnicas de customização para peças de vestuário; e caracterização criativa para o Carnaval. Todos foram realizados entre os meses de novembro e dezembro.
“Os cursos visam ampliar as possibilidades de atuação profissional dentro da cadeia produtiva do Carnaval capixaba, que vem ganhando força, status e importância aqui no nosso Estado”, ressaltou o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha.
E, para quem já tem ensino superior, a possibilidade de fazer pós-graduação sobre Carnaval também é uma realidade: desde agosto do ano passado, a faculdade Censupeg oferece o curso presencial de Gestão e Design em Carnaval, com 360 horas de duração. A próxima turma de Vitória terá aulas a partir do dia 28 de março.
Para o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, o Carnaval vai além de uma simples festa: é um fenômeno celebrativo que simboliza a força da economia criativa brasileira.
Segundo Menezes, a cultura se transforma em um motor econômico e social, movimentando setores diversos e impulsionando a geração de empregos e renda.
“Cada fantasia, adereço, bloco e iniciativa sustentável é um elo dessa cadeia que movimenta milhões, gera renda, estimula a inovação e fortalece identidades”, destaca o secretário.
Além disso, mostra como a criatividade pode ser aliada à responsabilidade ambiental, transformando desafios em oportunidades. “Integra tradição, turismo e inclusão produtiva”, diz.
Saiba mais
Benefícios de empreender na economia criativa
- Autonomia para gerenciar horários e projetos
- Possibilidade de alinhar paixão e trabalho
- Contato direto com clientes e valorização do trabalho autoral
- Impacto positivo na comunidade, incentivando inovação e cultura
Dicas
Segundo o Hub ES+, para atuar na economia criativa, o profissional deve identificar e valorizar suas habilidades (manuais, musicais, artísticas, científicas, etc.), reconhecendo como seu talento gera valor.
Buscar apoio e integração na rede local para ter acesso a capacitações, consultorias e fortalecimento de networking.
A gestora do Artesanato Capixaba do Sebrae-ES, Clebia Pettene de Souza, recomenda que a pessoa interessada em atuar com economia criativa crie um planejamento estratégico para se organizar.
Construir uma lista de clientes e potenciais compradores pode ajudar a manter o relacionamento e resultar em novas vendas.
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