Moeda digital: capixabas investiram mais de R$ 250 milhões em criptomoedas
O dado é referente ao Espírito Santo no último ano, conforme relatório do Mercado Bitcoin, corretora brasileira que atua nesse segmento
Mais de R$ 250 milhões foram investidos em criptomoedas — um tipo de moeda digital — por investidores do Espírito Santo no último ano.
O dado é do relatório Raio-X do Investidor de Ativos Digitais, do Mercado Bitcoin, corretora brasileira que atua nesse segmento.
O valor representa uma alta de 40% no volume de investimentos em ativos digitais em 2025 em comparação com o ano anterior.
A popularização crescente das criptomoedas, com a maior presença nas redes sociais e na pauta econômica, explica esse cenário de aumento nos investimentos, segundo o economista e sócio da Valor Investimentos Pedro Lang.
“Isso gera um sentimento nas pessoas de que estão perdendo algo, parecido com a FOMO (do inglês “fear of missing out”, que significa “medo de ficar de fora”). Houve uma valorização acentuada, as pessoas pensam que isso vai se perpetuar e querem participar disso de maneira tardia”, analisa.
Outro movimento também ajuda nesse cenário, que é o aumento da credibilidade de algumas dessas moedas como alternativa de investimento junto aos grandes bancos. Lang aponta que o mercado já está enxergando os criptoativos como ativos de investimento, muitas vezes inserindo eles no espectro dos “investimentos alternativos”, como acontece na Valor.
“Não trabalhamos diretamente (com criptos), mas por meio de corretoras parceiras e da B3. Sugerimos uma carteira de investimentos alternativos, como fundo de private equaty, fundos imobiliários e também criptomoedas”.
Na visão do vice-presidente de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, Fabrício Tota, o interesse dos brasileiros por ativos digitais tem aumentado ainda mais após o anúncio da regulamentação pelo Banco Central.
Ele comenta ainda o fato das stablecoins — que possuem lastro em dólar, ouro ou títulos, por exemplo — terem ultrapassado o volume de transações somado das operadoras Visa e Mastercard.
O ativo mais negociado pelos capixabas foi a Tether (USDT), uma criptomoeda com valor pareado ao dólar, seguido do bitcoin e do Ethereum.
O relatório ainda aponta que a maioria dos investidores da região tem de 35 a 44 anos, e o ticket médio de investimentos feitos durante o ano foi de mais de R$ 28 mil, o sexto maior do Brasil.
Saiba mais
Crescimento
O levantamento do Mercado Bitcoin, que traça um panorama do setor ao longo do ano, identificou que o mercado de ativos digitais segue em expansão no Espírito Santo.
Em 2025, o Espírito Santo registrou crescimento de 40% no volume de investimentos em relação ao ano anterior, segundo o Raio-X do Investidor de Ativos Digitais.
O avanço reflete o aumento do interesse do público por criptomoedas e outros ativos virtuais.
O levantamento levou em consideração os dados da base de investidores brasileiros da corretora, por meio da análise de comportamento e das operações dos usuários.
Cenário nacional
Na comparação com outros estados brasileiros, o Espírito Santo aparece como o 11º maior em volume transacionado em ativos digitais.
O número de novos investidores cresceu quase 20% entre 2024 e 2025, desempenho que acompanha a tendência nacional de ampliação do mercado cripto. A análise considerou o comportamento e as operações dos usuários da corretora, que se denomina como líder em ativos digitais na América Latina.
Perfil do investidor capixaba
A maioria dos investidores da região tem entre 35 e 44 anos, de acordo com o levantamento. O ticket médio anual ultrapassou R$ 28 mil, o sexto maior do País.
Os dados indicam um perfil mais maduro de investidor em criptoativos, segundo a corretora. A combinação entre faixa etária e valor de aporte reforça esse cenário. O estudo aponta para um comportamento de maior planejamento e visão de longo prazo.
Fatores que impulsionam
O interesse aumentou após marcos importantes em 2025, entre eles a regulamentação do setor pelo Banco Central e o crescimento das stablecoins — cripto que tem o valor atrelado a outros ativos do “mundo real” para garantir estabilidade, como o ouro, o dólar e o euro.
Essas moedas digitais superaram o volume combinado de transações de Visa e Mastercard.
Principais ativos
A Tether (USDT) foi o ativo mais negociado pelos capixabas, seguida por bitcoin e Ethereum.
O bitcoin, por sua vez, registrou rentabilidade de 178% em 2024 e foi o mais lucrativo da última década.
Motivações
O mercado das criptomoedas permite a compra de frações de valor, ampliando o acesso a pequenos investidores.
Ou seja, as corretoras conseguem comercializar até mesmo quantidade ínfimas de cripto, com preço acessível. Há opções com aportes a partir de R$ 100, por exemplo.
Os investimentos podem ser feitos 24 horas por dia, todos os dias da semana.
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