Minhas impressões
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
Foi como o esperado: o confronto entre Flamengo e Corinthians na decisão da Supercopa repetiu o que já havíamos visto durante a semana. Lembram? Sete de nove jogos da primeira rodada da Série A do Brasileiro foram vencidos por times com menos posse de bola. Detalhe que serviu de base para a coluna de ontem e que explica a vitória de 2 a 0 do time de Dorival Júnior sobre o de Filipe Luis neste confronto em Brasília.
Estava claro, ao menos para mim, que os times teriam dificuldades para se estabelecer na partida em função do calendário atípico. E, como Flamengo e Corinthians ainda “pagam” por terem saído de férias quase duas semanas depois da maioria, retardando a reapresentação, concluí que o duelo seria decidido na estratégia dos técnicos, em função do pouco que os jogadores têm a oferecer com três semanas de treinos.
E foi o que aconteceu em Brasília. Dorival Júnior voltou a passar o “trinco” no meio, com Raniele, Carrile, Bidon e o garoto André Luiz, e não deixou o Flamengo confortável no controle das ações.
Atacou com Matheusinho, Memphys e Yuri Alberto, mas acabou fazendo o gol em jogada que aproveitou a presença na área dos zagueiros Gustavo Henrique e Gabriel Paulista. Uma vantagem crucial àquela altura.
O 4-2-4 de Filipe Luis, com Pedro e Arrascaeta mais próximos, pelo meio, com Plata e Carrascal pelos lados, talvez até pudesse romper a barreira corintiana no segundo tempo.
Mas a inusitada expulsão do colombiano no retorno do intervalo por cotovelada em Bidon, no final do primeiro tempo, pesou ainda mais. Jogo não teve - o que vimos foi o Corinthians defendendo a vantagem e o Flamengo jogando bola na área.
O time até desperdiçou duas chances claras de aumentar, mas fechou o placar com outro gol nos acréscimos. Levou o troféu, os R$ 11,6 milhões da premiação e a esperança de um ano ainda mais vitorioso.
O Flamengo de Filipe Luis, que amarga um gol perdido, na pequena área, pelo estreante Lucas Paquetá, não pode agora modificar o planejamento já alterado pelo fraco desempenho do time sub-20 no Estadual.
O condicionamento físico e a capacidade cognitiva de alguns jogadores estão longe do ideal. E, para um time que se destaca pelo encaixe físico, técnico e mental, estar bem condicionado física e cognitivamente é fundamental. O Flamengo segue com o melhor elenco do continente, mas isso por si só não garante resultado…
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