Ada Koffi mergulha no amor e no “Mar de Dentro” em novo álbum
Cantora capixaba lança disco com 9 faixas que navegam pelo R&B, ijexá, afrobeat e synth pop
Do oceano interno e profundo de pensamentos, encontros e vivências de Ada Koffi, nasce “Mar de Dentro”, novo álbum da artista capixaba que celebra seus 8 anos na música autoral.
O projeto é composto por 9 faixas que navegam pelo R&B, ijexá, afrobeat e synth pop. As composições surgiram entre julho e novembro de 2025, período em que ela lançou o EP “Coração Griô”.
“Aqui, volto a falar de amor de forma mais visceral, ao mesmo tempo em que trago a ancestralidade por outros caminhos, como nas referências e células rítmicas da música afro-brasileira. A produção mistura nova MPB, elementos psicodélicos e ritmos nordestinos, criando uma atmosfera única”, garante, ao AT2.
A música de trabalho e que, em breve, vai ganhar videoclipe é “Cor de Avelã”, definida por Ada como uma “canção mais pop e visceral, que promete saudar o Verão e fazer balançar”.
Já “Com as Mãos” celebra a comunicação pelo toque ao tecer uma homenagem à sua mãe, Gisela Vago, e aos ensinamentos que transmitiu à filha sendo uma pessoa surda.
Destaque ainda para as parcerias. Anastácia leva sua sensualidade para “Se Bobear”. Com Joe Caetano, Ada gravou “Sol”. Já Fabriccio aparece em “Fica”. JaySant, que assina a produção musical do disco, completa o time de convidados ao participar de “Entre o Céu e o Mar”.
Confira a entrevista com Ada Koffi:
Tem vivido um período bem produtivo artisticamente. O EP “Cheiro de Mar” saiu em janeiro passado e o EP “Coração Griô” em outubro de 2025. Agora, lança “Mar de Dentro”, um álbum completo. Todas as canções do álbum nasceram após esses projetos?
As composições surgiram entre julho e novembro de 2025, a partir das conexões que fui construindo com outros artistas nesse período. Algumas músicas nasceram e se finalizaram no mesmo dia, enquanto outras pediram mais tempo. Os processos foram diversos: às vezes pela melodia, outras pela escrita, por vivências pessoais, histórias ao meu redor ou temas que eu já queria abordar há muito tempo.
O que diferencia “Mar de Dentro” dos outros dois projetos lançados anteriormente?
Apesar de dialogar com temas que já fazem parte do meu trabalho, “Mar de Dentro” não segue uma linha contínua dos projetos anteriores. Aqui eu volto a falar de amor de forma mais visceral, ao mesmo tempo em que trago a ancestralidade por outros caminhos.
Por que nomear o álbum de “Mar de Dentro”? Assim como o EP “Cheiro de Mar”, esse projeto evidencia sua relação com o mar? Ou o título parte das múltiplas coisas que têm no seu interior e, agora, você está colocando para fora?
“Mar de Dentro” fala, principalmente, de um movimento interno. As músicas atravessam relações e vivências, mas partem desse mar que existe dentro da gente — do calor, do toque e das quenturas da vida. O projeto traz diversas parcerias.
A cada composição escrita, você sabia quem convidar para dividir os vocais com você? Ou as parcerias vieram antes mesmo das canções?
As parcerias já eram um desejo antigo. Sempre tive muita admiração por esses artistas, pelo trabalho de cada um e pelo que eles representam pra mim, então gravar com eles já era um sonho.
De que forma pretende trabalhar esse álbum?
O disco vai ganhar desdobramentos audiovisuais, além de shows e outras ações que ampliem a experiência do álbum ao longo do tempo. Mas a primeira música a ganhar um videoclipe será "Cor de avelã".
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