Produção recorde de pelotas após retomada na Samarco
Samarco anunciou que produziu 15,11 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro no ano passado, que foram exportados
Cinco anos após retomar as atividades, depois do desastre de Mariana (MG), a mineradora Samarco atingiu recorde de produção de pelotas de minério de ferro no Complexo de Ubu, em Anchieta. Foram 15,11 milhões de toneladas embarcadas em 2025. O dado foi divulgado na quinta-feira (29) à imprensa pela companhia.
Considerando o período de dezembro de 2020 até o mesmo mês do ano passado, foram 50,52 milhões de toneladas produzidas, com 500 navios de pelotas de minério embarcados a partir dos portos do Espírito Santo.
Atualmente, a empresa mantêm ativas duas das quatro pelotizadoras no complexo de Anchieta, operando com 60% da capacidade produtiva. O objetivo, segundo a Samarco, segue sendo a preparação para alcançar 100% de retomada da produção até 2029 em Ubu.
Para o Espírito Santo, a produção realizada por cada uma das quatro usinas pelotizadoras representa cerca de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), explica o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas, da DVF Consultoria. “Ou seja, (a Samarco) está contribuindo hoje com 3,4% do PIB, aproximadamente. Com a expectativa de retomar as outras duas em três anos, isso anima a região Sul e todo o Estado”.
O consultor explica que a produção de pelotas de minérios, além de ser a maior após a retomada, também é recorde para as duas usinas — ou seja, representa um incremento em produção.
A empresa já anunciou investimentos de R$ 13,8 bilhões em revitalização de plantas, ampliação de sistemas de filtragem e modernização de equipamentos em Anchieta e em Germano, Minas Gerais. Ao todo, explica Freitas, a empresa consegue produzir 30 milhões de toneladas com a capacidade instalada atual, como realizava no passado.
“A expectativa é que a empresa amplie os investimentos na região, aumentando empregos e oportunidades para a cadeia de suprimentos local, envolvendo a parte metalmecânica, a construção civil, as imobiliárias, os hotéis, os restaurantes, os setores de transporte de cargas e pessoas, os serviços especializados de saúde e de meio ambiente”, diz.
Nas instalações em Anchieta, 67,4% da força de trabalho admitida no ano passado é composta por profissionais da região.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários