Homem é preso por assassinato de esposa miss no Amapá
Benedita Barroso, conhecida como "Paula Barroso", foi baleada dentro do comércio que tinha com o marido na cidade
Um homem de 50 anos foi preso após matar a própria esposa, de 30, com um tiro na cabeça em Macapá.
Benedita Barroso, conhecida como "Paula Barroso", foi baleada dentro do comércio que tinha com o marido na cidade. O crime aconteceu na tarde deste domingo (25).
Homem era ciumento e, antes de matar a vítima, a acusou de ter um caso amoroso, afirmou a polícia. Segundo a delegada responsável pelo caso, Marina Guimarães, a irmã de Benedita ligou para ela antes do crime, mas foi atendida pelo homem.
"Ela ligou para o celular da irmã e ele quem atendeu e disse que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal. Após diversas tentativas, a vítima retornou a ligação e disse que pegaria um carro de aplicativo para ir até a casa da irmã, o que não ocorreu", disse Guimarães.
O marido fugiu do local do crime, mas foi encontrado no mesmo dia e preso em flagrante. O homem alegou que o tiro que matou a esposa foi acidental. A arma dele não tinha registro.
A mulher era miss do bairro Quilômetro Nove e representou a vizinhança no concurso de miss dos bairros, no fim de 2025. Ela deixa dois filhos, um de 10 e outro de sete anos.
Benedita também era enfermeira. Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Amapá lamentou a morte. "Este não é um caso isolado, mas reflexo de uma estrutura social marcada pelo machismo, pela desigualdade e pela banalização da violência contra a mulher", afirmou, em nota.
Identidade do homem preso não foi divulgada pela polícia. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
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