Fusão inédita de congo e folk em novo projeto de Sandrera
Projeto musical traduz o diálogo entre a canção folk e os tambores da Barra do Jucu
Representante da cena folk rock nacional, o cantor e compositor Sandrera também carrega uma relação bem íntima com o congo, importante manifestação cultural do Espírito Santo.
“Meu primeiro contato com o congo foi na Barra do Jucu, aos 16 anos, no fim de um dia de surfe, ao sair da água. O grave do tambor e as vozes femininas agudas se destacando no coro mexeram comigo. Achei aquilo muito bonito, forte”, lembra o artista capixaba ao AT2.
É do encontro inédito entre seu já conhecido som e o universo das casacas e tambores que nasce seu mais novo EP “FolKongo”. O trabalho é composto por quatro faixas: três congos tradicionais, escolhidos por serem os mais marcantes na vida do músico, e a autoral “Cria da Vila”.
“Sempre percebi uma intenção parecida entre canções folk e as toadas que escuto na Barra do Jucu: histórias cantadas, melodias simples e diretas, música que nasce da vida cotidiana... Um dia, em casa, com o violão na mão, comecei a tocar um instrumental folk e a cantar congo. Parecia que o trabalho já estava pronto”.
Na inédita “Cria da Vila”, Sandrera reafirma seu vínculo com a cidade canela-verde: “A minha sina é cantar minha aldeia. Rio Jucu corre em minhas veias”.
“Espero com o 'FolKongo' deixar uma fotografia do amor e respeito que tenho pelo congo da minha aldeia, que é Vila Velha. E que meu público de outros estados possa, através desse trabalho, conhecer os versos tão bonitos do congo”, afirma.
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