Agressor de cadela em Olinda tem preventiva convertida em prisão domiciliar
Clebson Tavares sorriu na delegacia; ele é suspeito de matar outro animal afogado e descumprir medida judicial
Matéria atualizada com inclusão de vídeo original
O homem que aparece em vídeo espancando uma cadela para intimidar a ex-companheira passou por audiência de custódia neste sábado (24) no plantão da Central Especializada das Garantias de Olinda, Região Metropolitana do Recife. Ele teve a prisão em preventiva convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico, em virtude de deficiência física nas pernas.
Clebson Tavares dos Santos, de 30 anos, foi preso nesta última sexta-feira (23) ao se apresentar na Delegacia do Varadouro, em Olinda. Ele achava que prestaria um depoimento sobre os maus-tratos aos animais, mas acabou algemado por descumprir uma medida protetiva que o proibia de se aproximar ou ameaçar a ex-mulher.
O sorriso no corredor
Ao chegar à unidade policial acompanhado pelo advogado, Clebson manteve uma expressão inesperada. Enquanto era conduzido pelos agentes para os procedimentos de rotina, ele sorriu várias vezes diante das câmeras. O comportamento chamou a atenção de quem acompanhava a movimentação no corredores. (Veja a matéria completa de Carlos Simões no Brasil Urgente abaixo)
Vingança contra a ex
A prisão, no entanto, é fruto de uma violência que vai além dos animais. Segundo o delegado Roberto Geraldo, Clebson usava o sofrimento dos bichos para atingir a ex-companheira, que preferiu não se identificar ao ser entrevistada. Não foi a primeira vez.
Além da cadela, que aparece sendo agredida em vídeo enviado à TV Tribuna, ele é investigado por matar um filhote afogado. "Ele dizia que, se eu me metesse para salvar o cachorro, faria o mesmo comigo", relatou a vítima, que deu entrevistas de costas, por não querer mostrar o rosto.
Ameaças pelo Instagram
Mesmo com uma medida protetiva em vigor desde novembro de 2025, Clebson teria enviado ameaças à ex-mulher e à sua família por meio das redes sociais. Segundo o delegado, uma das mensagens dizia: "vai morrer todo mundo".
Com base nessas evidências de descumprimento judicial, o delegado deu voz de prisão imediata. "Estávamos em sua busca incessante e hoje conseguimos efetuar a prisão", explicou o delegado.
Alívio para a família
Para a mulher, que decidiu terminar o relacionamento em dezembro após meses de agressividade, a prisão trouxe um fôlego de segurança. Ela desabafou antes de saber do resultado da audiência de custódia. Clebson é pessoa com deficiência física e utiliza muletas para locomoção, devido à ausência da perna direita.
"Graças a Deus vou ter um pouco mais de tranquilidade, tanto eu quanto meu filho", desabafou.
Medo e contradição
A defesa de Clebson, feita pelo advogado William Melo, sustentou que ele demorou a se apresentar por "temer pela própria integridade física", devido às ameaças que recebeu nas redes sociais após a repercussão do vídeo.
A justificativa do suspeito soou irônica diante do seu histórico de violência: enquanto a família da ex-companheira vivia sob o terror de mensagens como "vai morrer todo mundo", e os animais eram agredidos, o opressor alega ser oprimido.
Sobre o descumprimento da medida protetiva no último dia 19, contudo, ele negou o contato e inverteu a acusação. Segundo o advogado, Clebson afirmou que a vítima é quem teria ligado para o ameaçar.
Confissão e "falta de lucidez"
Quanto aos crimes contra os animais, Clebson admitiu ter espancado a cadela da ex, mas negou a morte do filhote e da agressão a outro cão chamado Barão. O advogado afirmou que o cliente agiu em um momento de "falta de lucidez" e demonstrou “arrependimento”.
Apesar do semblante sorridente registrado nos corredores da delegacia, a defesa insiste que ele está disposto a colaborar com a Justiça para "pagar o que porventura venha a ter descumprido".
Veja a matéria completa exibida no Brasil Urgente, comandado por Moab Augusto, no link abaixo
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