Usar atletas de base no profissional é sempre uma decisão cercada de cautela
Entre a preparação do elenco principal e o risco do vexame histórico, o Sport agiu corretamente ao escalar os garotos no Clássico dos Clássicos
Rafael Araújo
Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.
O momento exato para lançar um jogador das categorias de base é sempre cercado de cautela. É fundamental respeitar as etapas de formação, que variam conforme a individualidade de cada atleta. Enquanto alguns jovens de 16, 17 anos já demonstram maturidade física e psicológica para o profissional, outros demandam um processo de maturação mais longo.
No último domingo(18), o Sport tomou uma decisão ousada: utilizou o time sub-20 em um clássico contra o Náutico, nos Aflitos. A justificativa foi a necessidade de finalizar a preparação do elenco principal. O desfecho no placar é conhecido — uma goleada sofrida para o Timbu por 4 a 0 e que poderia ter sido maior —, mas a análise não pode se restringir apenas aos números finais da partida.
Coragem vs. irresponsabilidade
Surge, então, o questionamento: o Sport acertou ao usar a base em um duelo desse porte? Embora o tema não seja unânime, minha visão é de que o clube agiu corretamente. Se o time principal não estava apto para o jogo e o sub-20 vinha de uma vitória, até de certa forma consistente contra o Retrô, confiar na garotada era o caminho lógico, apesar do risco.
Não houve irresponsabilidade da diretoria de futebol e comissão técnica com a história do Leão, tampouco com os jovens atletas. Analisar o trabalho da base apenas pelo recorte de uma derrota é injusto com o processo liderado por Alexandre Silva. No balanço geral deste início de temporada, o saldo dos meninos é positivo, com uma vitória, um empate e uma derrota, mostrando que eles deram conta do recado quando acionados.
O saldo e a vitrine
O futebol exige colocar atletas sob pressão para testar seu comportamento em cenários adversos. Lançar jovens em grandes desafios não significa, necessariamente, "pular etapas", mas sim validá-las. O Sport continua sendo uma vitrine nacional poderosa, e o desempenho desses nomes já despertou interesses.
A prova maior do acerto é que ao menos dez jogadores foram integrados ao elenco principal logo após o clássico. Assim como a vitória contra o Retrô não significava um time pronto, o revés nos Aflitos não anula o potencial dos meninos. É preciso ter um olhar amplo: o placar passa, mas a experiência adquirida e a transição para o profissional é o que realmente importa.
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Na coluna Tribuna da Bola você encontrará muita informação e sempre com o olhar crítico do jornalista e cronista esportivo Rafael Araújo. O futebol é muito mais que bola na rede ou dois times em campo. Tem paixão, histórias marcantes, negociações milionárias e até mesmo política nos bastidores. E por ser tão amplo, o Tribuna da Bola não poderia ser diferente. Falamos de tudo que envolve esse esporte absurdamente apaixonante.