Alana Cabral, a Joélly de Três Graças: “Eu sempre me achei muito linda”
Atriz destaca autoestima, representatividade e o impacto de ser referência para jovens mulheres negras na televisão
A atriz Alana Cabral quer ajudar outras mulheres a se amarem como são! Depois de passar 12 dos 18 anos de vida diante das câmeras, a atriz acredita que protagonizar uma novela das 9 como “Três Graças” é assumir responsabilidades. Entre elas, a de ser referência.
Sua personagem, a Joélly, caiu nas graças das jovens, especialmente das garotas negras. “As meninas negras me olham com um olhar de admiração que eu gostaria muito de ter tido por alguém quando era criança”, afirma.
“Se queremos ser antirracistas, precisamos colocar as devidas representações. Me ver hoje num lugar que, um dia, Taís Araujo, Sheron Menezzes e Bella Campos ocuparam para mim, é muito bonito. Eu me sinto honrada”, disse em entrevista para a Quem.
A construção de sua autoestima não é de hoje. Criada em uma família formada majoritariamente por mulheres negras, Alana aprendeu cedo a não se moldar ao padrão da “branquitude”.
“Eu sempre me achei muito linda. Digo isso não para me achar, mas porque fui estimulada desde pequena. Sempre gostei de ser diferente”, conta. “O que eu mais amava era ajudar outras meninas iguais a mim a chamarem atenção junto comigo.”
Segundo a atriz, crescer com referências transforma trajetórias. “Saber que você pode ser potência, protagonista, médica, isso fortalece a nossa cultura e a nossa raça”, pontua. “Nunca duvidei da minha autoestima. Já tentaram me fazer questionar, mas eu nunca acreditei nos comentários negativos.”
O impacto da fama ainda é recente para ela e a família. “A gente é zero acostumada”, diz. A primeira vez em que foi reconhecida veio duas semanas após a estreia da novela.
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