Países orientam cidadãos a deixarem o Irã diante das tensões no país
Governos de diversos países passaram a recomendar que seus cidadãos deixem o Irã diante do agravamento da crise política e da repressão a protestos que se espalham pelo país. A instabilidade interna elevou o nível de alerta internacional e provocou uma série de medidas diplomáticas e de segurança.
No Oriente Médio, o Catar informou que a base militar americana de Al Udeid, a mais estratégica dos Estados Unidos na região, foi parcialmente evacuada em meio ao aumento das tensões regionais. A instalação já havia sido alvo de um ataque com mísseis lançado por Teerã em junho de 2025, em resposta ao bombardeio americano contra instalações nucleares iranianas.
Na Europa, governos também reagiram. O Reino Unido anunciou o "fechamento temporário" de sua embaixada em Teerã. Já a Espanha recomendou que seus cidadãos deixem o país. Em comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores, o governo espanhol afirmou que os cidadãos que se encontram atualmente no Irã devem sair "por todos os meios disponíveis".
Alemanha, Itália e Polônia adotaram medidas semelhantes. Após o fechamento do espaço aéreo iraniano, na quarta-feira, Berlim emitiu uma diretriz para que companhias aéreas alemãs evitassem sobrevoar o país. Roma e Varsóvia também orientaram seus cidadãos a deixar o território iraniano.
O G7 se declarou "profundamente alarmado" com o elevado número de mortos e feridos registrados nos protestos e alertou para a possibilidade de novas sanções caso a repressão não cesse. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que a repressão pode ser "a mais violenta" da história recente do Irã.
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, motivados inicialmente pela insatisfação com a situação econômica. Com o passar dos dias, os atos ganharam um caráter mais amplo e passaram a contestar diretamente o regime.
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