Bombeiros ampliam área no 11º dia de buscas por crianças desaparecidas em Bacabal
Prefeito afirmou nas redes sociais que as equipes vão adotar uma nova estratégia, com incursões na mata "em forma de linha"
A busca pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, que desapareceram após saírem para brincar no dia 4 de janeiro, no interior de Bacabal (MA), chegou ao décimo primeiro dia nesta quarta-feira (13) com mudanças na estratégia de trabalho na região.
Segundo os bombeiros, quase toda a área nos arredores da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moram, já foi avaliada de forma aérea ou terrestre, e o perímetro inicial de procura de 15 mil m² foi ampliado.
A nova área expandida de busca foi dividida em quadrantes, e as equipes registram remotamente, por meio de um aplicativo de geolocalização, os trechos já percorridos em um mapa interativo, o que permite visualizar as áreas vasculhadas e identificar caminhos considerados inacessíveis devido a trechos alagadiços.
"A área apresenta características de difícil acesso, com grandes trechos de mata densa, presença de palmeiras e árvores de grande porte, áreas com vegetação espinhosa, trechos descampados e secos, além de áreas alagadas e diversos cursos d’água", disse a secretaria estadual de segurança pública em comunicado.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), afirmou nas redes sociais que as equipes vão adotar uma nova estratégia, com incursões na mata "em forma de linha", ampliando a área de varredura.
"A cada dia a gente dá um passo importante para ocupar os espaços que porventura eles possam ter passado", disse Roberto.
As equipes procuram um ponto seco que possa ter servido como passagem para Anderson Kauan, primo de Ágatha e Allan.
O menino, que também estava desaparecido, foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros, a cerca de 4 km do local onde as crianças foram vistas pela última vez. Ele segue internado Hospital Geral de Bacabal.
Anderson foi localizado sem roupas, e uma bermuda e uma sandália encontradas na mata no mesmo dia foram confirmadas como pertencentes a ele. Já outras peças de roupa localizadas no domingo (11) não pertencem a nenhuma das crianças, de acordo com a Polícia Civil.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o menino já realizou os exames necessários para a avaliação de seu quadro clínico. Ele também foi ouvido por uma equipe especializada do IPCA (Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente).
Além da base montada em São Sebastião dos Pretos, uma segunda estrutura foi instalada na comunidade Santa Rosa, próxima ao local onde Anderson Kauan foi encontrado.
Ao todo, cerca de 500 pessoas participam da operação, dentre bombeiros, agentes das polícias Civil e Militar, do Cosar (Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural da PM), do CTA (Centro Tático Aéreo), Defesa Civil, Exército e voluntários. São cerca de 500 pessoas envolvidas diretamente nas buscas.
O mapeamento aéreo também é feito com drones convencionais e com sensores térmicos para buscas noturnas. Em terra, equipes realizam varreduras na área de mata com o apoio de cães farejadores da Polícia Militar. Na segunda-feira (12), teve início a troca gradual da equipe que já atuava havia uma semana no local, desde o início das buscas.
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