Chineses perto de anunciar nova montadora no Espírito Santo
Aracruz deve receber fábrica de carros elétricos e híbridos da Great Wall Motors. Comitiva do Estado está no país asiático
A implantação de uma fábrica da montadora de carros elétricos e híbridos Great Wall Motors (GWM) para o Espírito Santo está próxima de ser oficializada, com instalação projetada para a área do ParkLog em Aracruz, no Norte capixaba.
O vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, está na China, a convite da GWM, e em comitiva com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume. Em publicação nas redes sociais, Ricardo aparece em uma foto segurando uma placa com a logo da marca chinesa de veículos.
Depois, o vice-governador divulgou o convite que recebeu da GWM. Durante a noite desta segunda-feira (12) – manhã de terça-feira (13) em Pequim –, o vice-governador chegou a publicar uma imagem de um convite em que aparece a frase “cerimônia de assinatura e jantar” nesta quarta-feira (14), o que fortalece a possibilidade de confirmação da instalação da fábrica.
A instalação da fábrica para a área do ParkLog é classificada como “muito provável” pelo subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Aracruz, Eduardo Ramos. A previsão é que uma reunião entre secretários, o governo do Estado e representantes da GWM ocorra durante a semana para assinar o acordo.
A empresa, caso confirmada a vinda para o Estado, ficará instalada em um terreno no litoral da cidade, na área reservada para o desenvolvimento logístico, explicou Ramos.
O vice-governador e o secretário de Estado de Desenvolvimento têm previsão de ficar na China até a próxima sexta-feira (16).
“Estamos numa viagem longa, cruzando o mundo para trazer coisa grande para o nosso Espírito Santo. Tudo isso para fazer nosso Estado cada vez mais inovador e trazer desenvolvimento. Missão de trazer mais uma grande indústria para nossa terra e, acima de tudo, buscar oportunidades para nossa gente. Geração de empregos e renda, desenvolvimento não é discurso”, destacou Ricardo Ferraço.
Cabe lembrar que o Estado é, desde o ano passado, um dos cotados para receber a segunda montada da GWM no País. A primeira foi inaugurada em agosto, em Iracemápolis, no interior de São Paulo.
Na época, Ricardo Ferraço e Salume tiveram reunião com executivos da empresa, e eles visitariam o Estado naquele mesmo mês, como parte dos estudos para o novo parque fabril, revelou o vice-governador naquela oportunidade. A proposta era que os diretores conheçam de perto as vantagens do Estado — com destaque para a logística.
Saiba mais
Segunda fábrica no País
A marca chinesa Great Wall Motors (GWM) inaugurou, em agosto do ano passado, sua primeira montadora no Brasil, e desde então já planeja instalar sua segunda unidade no País. O Estado sempre esteve no radar dos chineses.
A multinacional chinesa, que também possui fábricas na Rússia e na Tailândia, tem como estratégia trazer todos os processos de produção para o País — e não apenas a montagem de peças.
O vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, está na China em uma nova rodada para atração de empresa com potencial de instalar “planta industrial” no Espírito Santo.
Instalação no ParkLog
A ida da fábrica para a área do ParkLog em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, é classificada como “muito provável”, de acordo com o subsecretário de Desenvolvimento de Aracruz, Eduardo Ramos.
A previsão é que uma reunião entre secretários, o governo do Estado e representantes da GWM ocorra durante esta semana para assinar o acordo.
A empresa, caso confirmada a vinda para o Estado, ficará instalada em um terreno no litoral da cidade, na área reservada para o desenvolvimento logístico.
Importação de veículos
Atualmente, todos os veículos GWM importados da China chegam ao Brasil pelo Porto de Vitória, por meio da operação logística conduzida em parceria com a Comexport, uma das maiores tradings do País.
A escolha do Espírito Santo para esse processo se deve à eficiência logística, à localização estratégica e à infraestrutura portuária de excelência oferecida pelo Estado.
Fonte: GWM, governo do Estado, Eduardo Ramos e pesquisa A Tribuna.
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