Multinacional vai investir R$ 1 bilhão e abrir vagas de emprego no ES
Europeia vai investir R$ 1 bilhão em terminal de contêineres no Porto da Imetame, em Aracruz, e formará para isso a própria equipe
Mais uma gigante multinacional irá atuar no Espírito Santo, atraindo mais empresas e abrindo empregos.
Subsidiária da multinacional alemã de transporte marítimo e de contêineres Hapag-Lloyd, a holandesa Hanseatic Global Terminals (HGT) confirmou que vai contratar profissionais no Estado para formar sua nova equipe.
A empresa fechou parceria com a Imetame para desenvolver e operar o terminal de contêineres no porto que está em implantação em Aracruz, no norte capixaba, e confirmou que fará contratações.
“As oportunidades de emprego serão divulgadas localmente pelos canais competentes e pelo LinkedIn assim que estiverem disponíveis”, informou a multinacional.
O investimento será em torno de R$ 1 bilhão e, além dos empregos diretos, irá atrair mais empresas para o Espírito Santo. A atuação coloca Aracruz e o Estado no radar das grandes rotas do comércio internacional, destacou o membro do Conselho Regional de Economia do Estado (Corecon-ES), Vaner Correa.
“Tende a atrair novos investimentos estrangeiros, não só na área portuária, mas também de empresas que dependem de logística eficiente para exportar ou importar. Um porto moderno e bem operado reduz custos, encurta distâncias com o mercado externo e torna o Estado mais competitivo para receber novas indústrias e centros de distribuição”, disse.
O consultor empresarial e CEO da DVF Consultoria, Durval Vieira de Freitas, reforçou que o acordo transmite uma mensagem de credibilidade internacionalmente.
Além dos produtos agrícolas e minerais, abrem-se oportunidades de escoamento de produtos do Triângulo Mineiro e do Sul da Bahia, com chance também de ampliação das importações, avaliou o economista José Márcio de Barros.
Ele vê na expertise da HGT um diferencial da redução de custos logísticos operacionais, o que tornará os produtos capixabas mais competitivos. “Hoje o Estado é líder na exportação de café, mármore, pimenta, frutas, entre outros. Muitas vezes temos que fazer o escoamento por outros portos, fora do Estado, o que demanda mais custos e tempo, e torna os nossos produtos menos atrativos”.
Espírito Santo mais atraente ante os portos de Santos e Açu
O Estado passará a ser uma alternativa mais atrativa em relação a outros terminais nacionais, como Açu (RJ), Santos (SP) e Itapoá (SC), nas exportações para a Europa, Ásia e América do Norte, com o terminal de contêineres no Porto de Imetame, em Aracruz, diz o economista José Márcio de Barros.
O Hanseatic Global Terminals Aracruz servirá como uma “moderna instalação portuária de transbordo e importação/exportação”, segundo a Imetame e a HGT. No dia do anúncio do acordo, no fim de dezembro, o CEO da HGT, Dheeraj Bhatia, em uma publicação no LinkedIn, destacou o potencial de Aracruz e região como um polo estratégico.
“Essa decisão reflete nossa forte convicção no Brasil como mercado de crescimento de longo prazo e na importância estratégica de investir em infraestrutura que se aproxime das origens de carga e das principais rotas comerciais”, escreveu.
Um empresário ligado ao setor contou ter recebido um convite para evento no próximo dia 20 sobre o acordo. A Imetame informou que a formalização já foi feita e que não tinha mais nenhuma informação a acrescentar no momento.
Saiba mais
Criação de empregos
A Hanseatic Global Terminals (HGT) afirma que criará empregos futuramente para a operação do terminal de contêineres no Porto da Imetame.
No geral, na construção e na operação terá demanda por mão de obra qualificada, e nos empregos diretos e indiretos próprios da cadeia logística portuária e de outros modais.
Na operação do terminal, entre os cargos estão operador de guindaste/portainer, operador de equipamentos de pátio, conferente de carga, estivador, operador de gate, profissionais de manutenção, operador de logística portuária e supervisores.
Comércio internacional
O acordo entre a Imetame e a HGT para a operação do terminal de contêineres no porto é muito positivo, porque coloca Aracruz e o Espírito Santo no radar das grandes rotas do comércio internacional.
Quando uma empresa europeia de porte global decide operar um terminal no Estado, ela transmite uma mensagem clara ao mercado: há confiança na infraestrutura, no ambiente de negócios e no potencial econômico da região.
Diferencial
A extensa costa litorânea capixaba, que causa, por si só, um grande diferencial em relação aos estados vizinhos, vai ganhar uma alternativa com mais eficiência e maior produtividade em relação aos players já existentes.
Além dos produtos agrícolas e minerais, abrem-se espaço e oportunidades de escoamento de produtos do Triângulo Mineiro e do Sul da Bahia, com chances enormes do caminho reverso da importação.
Redução de custos
Pela expertise da HGT, fatalmente o Estado irá contar com um diferencial importante na redução de custos logísticos operacionais, que tornará nossos produtos mais competitivos.
Hoje o Estado é líder na exportação de produtos como café, mármore, pimenta, frutas, dentre outros. Mas, muitas vezes, é preciso fazer o escoamento por outros portos, fora do Estado, o que demanda mais custos e tempo, tornando os produtos capixabas menos atrativos.
O Norte do Estado tem vocação natural em empreendimentos no setor metalmecânico e florestal. Espera-se que, uma vez em operação, possa contar com o efeito multiplicador que advém da área logística, com reflexos em novos CDs, incremento do movimento de outros modais, interligações ferroviárias e criação de ZPEs.
O acordo
A Imetame anunciou a criação de uma joint venture com a Hapag-Lloyd, a quinta maior armadora do mundo.
A joint venture, que será dividida em 50% para cada uma das duas companhias, foi criada para desenvolver um terminal de contêineres em Aracruz, no porto da Imetame.
O valor do investimento não foi informado, mas o portal Brazil Journal informou que a HGT investiu cerca de R$ 1 bilhão na joint-venture. Fontes empresariais do Estado consideram coerente a quantia envolvida.
Ambos os parceiros desenvolverão e operarão o novo terminal de contêineres, que passará a se chamar “Hanseatic Global Terminals Aracruz”, e servirá como uma “moderna instalação portuária de transbordo e importação/exportação”.
O terminal de contêineres deve iniciar operações até 2028, com uma capacidade anual futura de cerca de 1,2 milhão de TEUs (medida para cada contêiner com cerca de 6 metros de comprimento), 750 metros de cais de extensão e equipamentos de manuseio de contêineres de última geração. Com profundidade de 17 metros, a estrutura é adequada para grandes navios.
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