Metrô do Recife suspende operação aos domingos para substituir trilhos
Segundo a CBTU, a suspensão dominical é estratégica para garantir a segurança dos operários e dar mais velocidade aos trabalhos
A partir deste domingo (4), o Metrô do Recife passa por uma mudança importante em seu funcionamento. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) confirmou que o sistema não funcionará aos domingos por tempo indeterminado. A medida foi adotada para permitir o avanço de um cronograma intensivo de manutenção e modernização da via férrea.
O foco principal desta etapa de obras é a substituição de trilhos, um serviço considerado complexo e que exige a interrupção total do tráfego de trens. Segundo a CBTU, a suspensão dominical é estratégica para garantir a segurança dos operários e dar mais velocidade aos trabalhos.
Foco em estabilidade e segurança
De acordo com a nota emitida pela companhia, as intervenções visam corrigir falhas estruturais e proporcionar maior estabilidade às viagens, o que deve refletir diretamente na agilidade do sistema durante a semana.
"O fechamento aos domingos é fundamental para garantir a segurança das equipes de trabalho e a celeridade dos serviços", destacou a CBTU Recife em comunicado oficial.
A companhia reforçou que o objetivo final é a melhoria contínua do serviço público e agradeceu a compreensão dos usuários que dependem do modal. Por enquanto, não há uma data prevista para que o funcionamento aos domingos seja retomado.
Investimentos de R$ 4 bilhões
Com investimentos estimados em R$ 4 bilhões, o projeto prevê a modernização do sistema, incluindo a reforma de estações, recuperação de vias e a aquisição de trens e VLTs, além de 100 ônibus elétricos. As mudanças exigem urgência.
O processo será estruturado após estudos do BNDES e consultas públicas, com o objetivo de garantir a integração tarifária e a melhoria da qualidade do serviço sem aumentar o custo para o passageiro.
Enquanto a licitação não é concluída, a União permanece responsável pela operação e liberou um aporte imediato de R$ 150 milhões para manutenções urgentes e substituição de composições antigas.
A gestão compartilhada busca reduzir o tempo de espera e aumentar a segurança das cinco linhas que atendem a Região Metropolitana. Autoridades destacam que a medida visa transformar o sistema, que atualmente gera um custo anual de R$ 1,2 bilhão, em um modal eficiente e digno para os cerca de 180 mil usuários diários.
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