Morre mulher vítima de explosão em terreiro de candomblé, em Igarassu
Michley é a segunda morte confirmada. A primeira vitima fatal foi o filho dela de apenas 1 ano e oito meses
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A explosão que aconteceu no terreiro de candomblé Ilê Aiê Logun Edéh, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, no último dia 18, deixou mais uma vítima fatal.
Além do bebê de apenas 1 ano e oito meses, identificado como Cláudio Antônio da Silva, a mãe da criança, Michely Mário da Paz Tavares, 39 anos, também não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pelo Hospital da Restauração (HR), na manhã desta sexta-feira (29).
Mais quatro pessoas continuam internadas. O Tribuna Online entrou em contato com a assessoria do HR para obter mais detalhes sobre o estado de saúde das outras vítimas e aguarda resposta.
O delegado Rômulo Ayres, que investiga o caso, disse que as responsabilidades criminais sobre as duas mortes confirmadas também serão apuradas.
RELEMBRE O CASO
Explosão durante ritual
O acidente ocorreu na noite da última segunda-feira (18), no Ilê Aiê Logun Edéh, em Igarassu. Além da criança, outras cinco pessoas ficaram feridas, entre elas a mãe do bebê. Todos foram socorridos inicialmente para a UPA de Igarassu e, em seguida, transferidos para o Hospital da Restauração.
De acordo com a Polícia Civil, a explosão aconteceu quando uma garrafa de álcool foi manuseada próximo a uma panela de barro utilizada no ritual religioso. O delegado Rômulo Ayres, responsável pela investigação, afirmou que houve indícios de uso inadequado do produto inflamável.
Depoimentos e perícia
O pai de santo do terreiro prestou depoimento à polícia e confirmou que a explosão ocorreu no momento em que um dos integrantes manuseava o álcool. Um dos filhos de santo que presenciou o episódio relatou que a chama de uma vela teria entrado em contato com o líquido, provocando o estouro.
O Instituto de Criminalística esteve no local e realizou perícia. Segundo a Polícia Civil, o espaço não contava com equipamentos obrigatórios de segurança, como extintores de incêndio e bombeiro civil.
Investigação
As apurações seguem em andamento para esclarecer as responsabilidades. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado como incêndio culposo — quando não há intenção de provocar o fogo —, mas não descarta outros desdobramentos diante da morte da criança e do estado de saúde das demais vítimas.
Mais detalhes você acompanha nos telejornais da TV Tribuna PE / Band.
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