Cirurgia por vídeo garante mais segurança e conforto
Tecnologia usada no tratamento da coluna tem contribuído para tornar o procedimento cada vez mais seguro, com menos dor, recuperação rápida e menor im
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Foi-se o tempo em que os procedimentos cirúrgicos para tratar problemas na coluna demandavam dos pacientes longos períodos de recuperação e altos riscos.
A tecnologia tem trazido evolução para a área médica, com técnicas menos invasivas, mais seguras e eficazes. Entre elas, a cirurgia endoscópica da coluna vem revolucionando o tratamento de hérnia de disco e outras condições, oferecendo uma abordagem menos invasiva e com recuperação rápida.
A cirurgia da coluna evoluiu muito nos últimos anos, especialmente com a consolidação das técnicas minimamente invasivas. Um dos destaques é a cirurgia endoscópica da coluna (cirurgia por vídeo), que trata a causa da dor com alta precisão por meio de uma pequena incisão e uma microcâmera.
O uso de câmeras de alta definição e instrumentos delicados permite ao médico acessar a área da coluna com mais precisão.
“Trabalhamos com imagem ampliada na tela, em alta definição, revelando detalhes milimétricos das estruturas. Isso ajuda a preservar músculos e ligamentos, evita cortes maiores, diminui riscos como infecção ou sangramento e favorece uma recuperação mais rápida”, explica o ortopedista Jefferson Coelho de Léo, membro da Sociedade Brasileira de Coluna.
Isso significa menos cortes, procedimento mais rápido, e um pós-operatório mais confortável, que permite retorno antecipado à rotina.
De acordo com o ortopedista, a cirurgia por vídeo (endoscópica) é uma das principais opções dentro das técnicas minimamente invasivas. “É realizada por uma pequena incisão por onde inserimos a microcâmera e instrumentos finos. O procedimento é guiado por vídeo, com ampliação em alta definição, o que nos permite visualizar as estruturas com grande detalhe e precisão.”
Benefícios da cirurgia endoscópica da coluna para os pacientes
Pós-operatório com menos dor.
Incisão pequena, com cicatriz discreta.
Alta no mesmo dia ou no dia seguinte.
Menor risco de complicações como infecção ou sangramento.
Retorno mais rápido às atividades, conforme orientação médica.
Planos de saúde cobrem tratamento
Jefferson Coelho de Léo - ortopedista
A cirurgia endoscópica para hérnia de disco está no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS) desde 2021, o que garante que pacientes com plano de saúde tenham acesso à técnica, informa o ortopedista Jefferson Coelho de Léo. No entanto, o ortopedista comenta que aproximadamente 80% dos casos que atende no consultório têm indicação para tratamento clínico, com fisioterapia, medicações e ajustes de hábitos de vida.
A Tribuna - Quais os casos mais comuns em seu consultório?
Jefferson de Léo - Atendo muitos pacientes com dor lombar irradiada para as pernas ou dor cervical com irradiação para os braços. Com frequência, o diagnóstico envolve hérnia de disco, bico de papagaio (artrose) ou compressão de raízes nervosas.
Na maioria dos casos — aproximadamente 80% — o tratamento é clínico, com fisioterapia, medicações e ajustes de hábitos de vida.
Quando o tratamento conservador não resolve, há limitação funcional importante ou perda de força, avaliamos a cirurgia de forma individualizada.
O que você tem buscado de novas tecnologias?
Tenho investido principalmente nas técnicas minimamente invasivas, com destaque para a cirurgia endoscópica da coluna (cirurgia por vídeo). Ela permite tratar hérnias de disco e estenoses por uma incisão de cerca de 8 mm, com menos cortes, menos dor e recuperação mais rápida. O paciente costuma andar no mesmo dia e, muitas vezes, tem alta já no dia seguinte.
Participo regularmente de cursos e congressos internacionais para atualização contínua e acompanho os avanços da via biportal, útil em casos selecionados.
Essa técnica é coberta pelos planos de saúde?
Sim. A cirurgia por vídeo para hérnia de disco está no rol da ANS desde 2021, o que garante que pacientes com plano de saúde tenham acesso a essa técnica. Essa inclusão ampliou a disponibilidade de um tratamento moderno, seguro e minimamente invasivo, que hoje já faz parte da realidade de muitos pacientes.
Em quanto tempo o paciente pode voltar a trabalhar?
Depende da atividade. Em funções administrativas ou atividades leves, o retorno costuma ocorrer em uma a duas semanas. Para atividades com esforço físico, o período é maior, sempre com avaliação e liberação médica individualizada.
E os bloqueios? Eles substituem a cirurgia?
O bloqueio aplica medicação diretamente no ponto da inflamação/irritação do nervo para reduzir a dor. Os bloqueios guiados por imagem têm papel importante em fases específicas da doença e, quando bem indicados, podem adiar ou até evitar a cirurgia.
Em situações de compressão nervosa com perda de força ou risco neurológico, a cirurgia costuma ser a alternativa com melhores resultados. Ainda assim, cada caso é avaliado individualmente, considerando o quadro clínico e as necessidades do paciente.
“Em situações de compressão nervosa com perda de força ou risco neurológico, a cirurgia costuma ser a alternativa com melhores resultados. Ainda assim, cada caso é avaliado individualmente, considerando o quadro clínico e as necessidades do paciente Jefferson Coelho de Léo, ortopedista, Jefferson Coelho de Léo, ortopedista
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