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COLUNA DO ESTADÃO

Randolfe entra na mira do PT após Congresso derrubar veto

Coluna foi publicada nesta quarta-feira (29)

Roseann Kennedy, Eduardo Gayer e Augusto Tenório | | Atualizado em
Coluna do Estadão

Estado de São Paulo


          Imagem ilustrativa da imagem Randolfe entra na mira do PT após Congresso derrubar veto
Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues foi considerado o maior culpado pela derrota da manutenção do veto das saidinhas

Expoentes do PT decidiram centralizar no líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, a culpa pela derrota com “D” maiúsculo imposta nesta terça (28) ao Planalto. Em verdadeiro clima de desânimo, culpam o senador pela desarticulação que levou à derrubada, pelo Congresso, do veto do presidente Lula à saidinha dos presos. A manutenção do veto era descrita como “questão de honra” para o governo - que apostou alto ao usar essa retórica para pressionar deputados e senadores, mas viu a tática naufragar. Randolfe, porém, não pretende assumir todo o ônus. Em conversas reservadas após a sessão do Congresso, ele desabafou que até parlamentares do PT votaram para derrubar o veto, sem “colocar a cara a tapa” no apoio ao presidente em uma medida impopular.

Olha aí. Na oposição, as críticas a Randolfe são públicas. “Um líder do governo que não tem nem partido. Você vai esperar o quê?”, questionou o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RS).

Espera. Randolfe desfiliou-se da Rede Sustentabilidade há um ano e está sem partido desde então. Em dezembro do ano passado, anunciou que iria para o PT, mas até hoje não assinou a ficha de filiação. Ele está à espera de uma brecha na agenda de Lula para marcar sua volta ao partido com pompa e circunstância.

Vacina. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), convocou sessão para votar o projeto de lei que cria o Programa de Mobilidade Verde e Inovação antes mesmo de o texto ser apreciado na Câmara. Incomum, o movimento foi interpretado como um recado: se a medida provisória que criou o incentivo às montadoras caducasse por não ir a voto, a culpa não seria do Senado.

Quem tem boca... Para engrossar a articulação internacional pela taxação de super-ricos, o ministro da Fazenda Fernando Haddad vai ao Vaticano em 05 de junho participar do fórum Enfrentar a Crise da Dívida no Sul Global, promovido pela Pontifícia Academia de Ciências, ligada à Santa Sé.

...vai a roma. O governo tem a taxação dos super-ricos para financiar o combate à fome e às mudanças climáticas como uma bandeira, e quer levar a discussão a mais fóruns internacionais. O Planalto espera que o assunto entre também na pauta do G-7.

Disputa. O senador Cleitinho (REP) tem 40,8% das intenções de voto para o governo de Minas de Gerais, mostra pesquisa AtlasIntel. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) marca 32,5%. O levantamento encomendado por empresários foi feito só em Belo Horizonte e considera um cenário em que Cleitinho teria apoio de Jair Bolsonaro e Pacheco, de Lula.

Duelo. A disputa pela Prefeitura de São Paulo inaugurou um duelo entre “fiscais” de seguidores no Instagram. A pré-candidata Tabata Amaral (PSB) gravou vídeo ironizando o ganho repentino de seguidores do prefeito Ricardo Nunes (MDB). “Ele tem picos de seguidores completamente aleatórios. Estranho, hein?”

“React”. A vereadora Janaína Lima (PP), aliada de Nunes, encarregou-se da resposta: mostrou que Tabata também tem picos de ganhos de seguidores. “Mesmos argumentos que ela usou”, disse a vereadora. O prefeito não pretende entrar nesse debate.


Pronto, falei!

"Poderia o ministro Dias Toffoli julgar Marcelo Odebrecht? Se nós estamos falando de imparcialidade de juízo, no mínimo Toffoli deveria se julgar suspeito.” - Ligia Maura Costa, Advogada e professora da FGV

"A Lava Jato teve problemas de excessos, sim. Espero que os próximos capítulos sejam de uma operação apoiada na legalidade e no devido processo legal.” - Luisa Moraes Ferreira, Professora de Direito Penal da FGV

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